Israel atinge comandante de mísseis do Hezbollah em Beirute e expande ofensiva no sul do Líbano
Ataque israelita em Beirute visou Ali al-Husseini, comandante dos mísseis do Hezbollah, no primeiro bombardeamento à capital desde maio, enquanto combates terrestres prosseguem no sul do Líbano e Netanyahu reivindica travessia do rio Litani.

A aviação israelita realizou esta quinta-feira um ataque aéreo na periferia sul de Beirute, tendo como alvo Ali al-Husseini, apontado como comandante da unidade de mísseis do Hezbollah. A operação, descrita por Telavive como "precisa", atingiu uma zona residencial em Choueifat, nas imediações do subúrbio de Dahieh, bastião do movimento xiita. Fontes de segurança libanesas confirmaram o bombardeamento, mas admitiram desconhecer se o objetivo foi atingido, enquanto imagens mostraram densas colunas de fumo sobre os edifícios. Segundo a imprensa israelita, tratou-se de uma tentativa de decapitação da cadeia de comando do Hezbollah, a primeira ação do género sobre a capital libanesa desde 6 de maio.
O ataque inscreve-se numa ofensiva mais ampla que, nas últimas horas, atingiu Sidon, Tiro e várias localidades do sul do Líbano, causando pelo menos dois mortos num prédio residencial e dezenas de feridos. Meios de comunicação ligados ao Hezbollah relataram bombardeamentos sobre Deir al-Zahrani, Burj al-Shamali e sobre a própria cidade de Tiro, onde vários edifícios foram destruídos. Em paralelo, a resistência libanesa afirmou ter travado o avanço das tropas israelitas em Zawtar al-Sharqiya, recorrendo a mísseis pesados e disparos contra pontos de concentração das forças inimigas, impedindo a conquista da localidade apesar de dezenas de raides aéreos preparatórios.
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reivindicou que as suas forças já atravessaram o rio Litani, linha estratégica que o anterior acordo de cessar-fogo devia manter desmilitarizada. As declarações, citadas pela imprensa iraniana, sublinham a determinação de "controlar o sul, destruir aldeias e chegar às fronteiras do Litani". Netanyahu confirmou ainda os bombardeamentos sobre Beirute e Tiro, falando em "ataques muito pesados" para neutralizar as ameaças do Hezbollah. Esta retórica contrasta com as notícias de que a administração norte-americana, sob Donald Trump, pedira a Israel que evitasse grandes ataques sobre a capital libanesa que provocassem destruição generalizada – orientação que, de acordo com fontes militares israelitas, foi respeitada na operação "cirúrgica" de hoje.
Na perspetiva de observadores em Teerão, o alargamento das operações terrestres e aéreas aponta para uma tentativa de redesenhar o mapa de segurança no sul do Líbano, minando qualquer hipótese de trégua duradoura. Em Lisboa e Brasília, a escalada é acompanhada com apreensão, sobretudo pelo risco de contágio regional e pelos efeitos nos preços da energia, que afetam diretamente as economias lusófonas. O padrão de ataques, que combina ações de precisão com uma campanha de destruição de infraestruturas no sul, indica que o cessar-fogo firmado há meses não foi implementado e que o conflito entrou numa fase de perigosa intensificação, com impactos imprevisíveis para a estabilidade do Mediterrâneo Oriental.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
The Israeli strike on Beirut was a "precise" attack targeting a Hezbollah commander, aligned with US demands to avoid large-scale destruction. Coordination with Washington highlights a pragmatic approach focused on surgical objectives without sparking uncontrolled escalation. The operation is framed as a targeted and calculated move.
The Israeli aggression struck a residential complex in Chouaifat, causing civilian casualties and injuries, as rescuers search the debris. The attack is part of a systematic campaign against Lebanon, condemned as occupation violence, but the Resistance confronts the enemy's advance with strength and determination. The human toll mounts and condemnation is unequivocal.
The Zionist regime claims powerful strikes on Beirut and Tyre, but its statements are met with skepticism, while dozens of martyrs are counted. The military escalation is portrayed as an attempt to crush the resistance, but enemy operations are described as claims rather than verified facts. The official Iranian narrative dismisses Israeli assertions as propaganda.
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