Papa Leão XIV retorna a Roma em jato do rei espanhol após falha técnica
Problema em turbina de avião da Iberia obriga pontífice a deixar aeronave em Tenerife; Felipe VI cede seu Falcon e comitiva papal chega a Roma com três horas de atraso.

O regresso do Papa Leão XIV a Roma, previsto para esta sexta-feira (12), foi adiado devido a uma avaria técnica na aeronave da Iberia que o transportaria a partir de Tenerife, nas Canárias. O rei de Espanha, Felipe VI, que acabara de se despedir do pontífice no aeroporto de Tenerife Norte, regressou ao aparelho para o acompanhar pessoalmente até à terminal, num gesto de cortesia realçado pela imprensa local. O problema, identificado minutos antes da descolagem e relacionado com o vento forte que afetava um dos motores, levou o comandante a suspender o voo e a solicitar a intervenção das equipas de manutenção.
A situação, que atrasou a comitiva papal em mais de uma hora, foi acompanhada com atenção nos países lusófonos. Em Portugal, o periódico G1 reportou a ocorrência em tempo real, enquanto no Brasil a comunidade católica manifestava nas redes sociais o seu apoio ao pontífice. Em Angola e Moçambique, onde a visita de Leão XIV a Espanha era seguida como um sinal de reforço do diálogo inter-religioso, fontes eclesiásticas admitiram que o contratempo sublinhava a vulnerabilidade das viagens papais, mesmo com toda a logística envolvida. A presença de cerca de 80 jornalistas a bordo, oriundos de vários continentes, amplificou a cobertura do incidente, transformando um percalço técnico num acontecimento mediático global.
Perante a impossibilidade de reparar prontamente a aeronave, a Casa Real espanhola ofereceu o seu jato Falcon para transportar o Papa e a sua delegação mais próxima. A decisão foi comunicada pela sala de imprensa da Santa Sé, que confirmou a descolagem por volta das 18h00 (hora local), com chegada prevista a Roma perto das 23h00. Os restantes passageiros, incluindo funcionários do Vaticano e os jornalistas, aguardaram uma segunda aeronave disponibilizada pela Iberia. A substituição rápida do avião, saudada por analistas como um exemplo de cooperação institucional, evitou que a visita de uma semana a Espanha terminasse com uma imagem de descoordenação.
Observadores em Lisboa e Brasília sublinham que, apesar do incidente, a digressão do Papa pelas Canárias cumpriu os seus objetivos pastorais, reforçando a mensagem de proximidade da Igreja junto das comunidades periféricas. O gesto do rei Felipe VI, ao ceder o seu avião pessoal, foi interpretado como um ato de deferência que transcende as formalidades protocolares, ecoando a histórica aliança entre a monarquia espanhola e a Santa Sé. Para os fiéis de língua portuguesa, a imagem do monarca católico a acompanhar o pontífice num momento de dificuldade reforçou os laços afetivos com a figura do Papa, que deverá retomar a sua agenda em Roma ainda este fim de semana.
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