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sexta-feira, 12 de junho de 2026 · Edição das 20:00 CET

SpaceX estreia em Wall Street e Elon Musk torna-se o primeiro trilionário da história

Maior IPO de sempre, avaliada em 1,77 biliões de dólares, impulsiona fortuna de Musk para 1,1 biliões, mas analistas alertam para volatilidade e carácter 'no papel' da riqueza.

Finanças50 veículos6 idiomas3 min de leituraAtualizado 22:07

Na sexta-feira, 12 de junho de 2026, Elon Musk tornou-se o primeiro trilionário do mundo, na sequência da abertura de capital da SpaceX, a maior oferta pública inicial (IPO) da história. As ações da empresa aeroespacial estrearam no Nasdaq a 150 dólares, uma valorização de 11% face ao preço de colocação de 135 dólares, catapultando a fortuna pessoal de Musk para 1,1 biliões de dólares, de acordo com a Forbes. O momento marca um novo patamar de riqueza individual, ultrapassando a barreira dos 13 dígitos num contexto de euforia nos mercados financeiros globais.

A SpaceX angariou 75 mil milhões de dólares com a venda de 555,6 milhões de ações, avaliando a empresa em 1,77 biliões de dólares — um valor que supera o PIB de países como a Suécia ou a Irlanda. A procura foi frenética: as indicações de abertura chegaram a apontar para 175 dólares, um salto de 30%. Sob o código SPCX, a cotada combina os negócios de foguetões reutilizáveis, satélites (Starlink) e infraestruturas de inteligência artificial (xAI), prometendo financiar ambições que vão de colónias em Marte a centros de dados orbitais. No entanto, a empresa reportou perdas de quase 5 mil milhões de dólares no último ano, um contraste que leva analistas a questionar a sustentabilidade da valorização.

A imprensa russa sublinha que o estatuto de trilionário é, por enquanto, «no papel», uma vez que depende de opções e marcos futuros como a construção de uma colónia marciana. Na Índia, questiona-se a durabilidade desta fortuna, enquanto veículos norte-americanos celebram o momento como um teste ao «prémio Musk» que já inflacionou a Tesla. Em Espanha e na América Latina, o acontecimento é lido como um sinal de pujança tecnológica, mas também de crescente desigualdade. Observadores em Lisboa notam que a capitalização da SpaceX rivaliza com as maiores economias europeias, acentuando o fosso entre o dinamismo do capital de risco nos EUA e a debilidade do ecossistema de inovação na União Europeia.

O sucesso da IPO reacende o debate sobre a próxima vaga de entradas em bolsa de empresas de inteligência artificial, como a OpenAI e a Anthropic. A estreia testou a resiliência das infraestruturas de Wall Street, depois do fiasco da Meta em 2012, e gerou liquidez suficiente para fazer da SpaceX a sétima maior empresa cotada dos EUA. Contudo, a volatilidade inicial — as ações oscilaram entre 150 e 168 dólares nos primeiros minutos — e o peso desmesurado de um único acionista levantam interrogações sobre governação e riscos sistémicos. Para os mercados lusófonos, o episódio serve de alerta: a concentração de capital em figuras tecnológicas pode moldar geopolítica e fluxos de investimento, relegando economias periféricas a papéis secundários na nova corrida espacial.

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El Sol de México12 de jun., 18:22
The Bell12 de jun., 19:22
Zawya12 de jun., 17:21
Forbes12 de jun., 17:22
Emirates 24/712 de jun., 17:21
Jawa Pos12 de jun., 18:23
Interfax12 de jun., 11:44
Helsingborgs Dagblad12 de jun., 18:22