França reúne israelenses e palestinos em conferência sobre dois Estados, enquanto mundo islâmico se mobiliza
Paris recebeu a segunda edição do encontro, com foco em recomendações para o G7; protestos em Jacarta mostram abrangência global da causa palestina.

A França acolheu em Paris, na sexta-feira (12 de junho), a segunda edição da Conferência Internacional para a Solução de Dois Estados, reunindo representantes da sociedade civil israelense e palestina, além de uma quinzena de chanceleres e altos funcionários estrangeiros. O objetivo declarado era produzir recomendações concretas antes da cúpula do G7 em Evian e manter viva a perspetiva de paz, num contexto regional descrito como “particularmente degradado”. A iniciativa francesa, elogiada por sua perseverança, ocorreu um ano após o “Apelo de Paris” que resultou no reconhecimento do Estado palestino por diversos países e foi adotado pela Assembleia Geral da ONU.
No entanto, analistas europeus, nomeadamente em Itália, sublinham o crescente ceticismo: a solução de dois Estados nunca pareceu tão distante, com a região dilacerada por múltiplos conflitos. Os participantes adotaram um “Apelo à Ação” de oito pontos, que inclui cessar-fogo, reformas de governança e reconstrução de Gaza, mas as divergências de fundo permanecem. Para observadores em Jerusalém e Telavive, a conferência é “mais essencial e urgente do que nunca”, embora vozes pacifistas de ambos os lados sejam frequentemente marginalizadas.
A ressonância global da questão palestina manifestou-se também nas ruas. Em Jacarta, um protesto multitudinário foi anunciado para o domingo seguinte diante da embaixada dos EUA, com a presença de líderes religiosos e exigindo o fim da agressão israelense. A mobilização na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo, ilustra como o conflito galvaniza solidariedade à distância. Na perspetiva de Brasília e de Lisboa, governos de países lusófonos têm historicamente apoiado a criação de um Estado palestino, alinhando-se com a posição da maioria das nações em desenvolvimento.
A conferência de Paris, embora simbólica, enfrenta o desafio de influenciar decisões concretas no G7. Enquanto vozes corajosas de ambos os lados tentam manter o diálogo aberto, observadores em Luanda e Maputo lembram que a África lusófona, com laços históricos com a Palestina, acompanha com preocupação a escalada de violência. O sucesso da iniciativa dependerá, em última análise, da capacidade da comunidade internacional de traduzir recomendações em pressão política real.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
A França acolhe uma segunda conferência sobre a solução de dois Estados, reunindo a sociedade civil israelita e palestiniana. Contudo, o objetivo nunca pareceu tão distante, e há vozes que exigem que o reconhecimento da Palestina seja condicionado a uma renovação democrática, notando que as eleições prometidas não foram realizadas.
Grupos da sociedade civil israelita e palestiniana reúnem-se em Paris para instar a comunidade internacional a não abandonar a solução de dois Estados, à medida que as perspetivas se esbatem no conflito em curso. A conferência, um ano após a Declaração de Nova Iorque, lançará um apelo ao cessar-fogo, reformas de governação e reconstrução de Gaza.
Uma grande manifestação em defesa da Palestina será realizada em frente à embaixada dos EUA em Jacarta, com a participação de proeminentes líderes islâmicos para fortalecer a unidade muçulmana e a solidariedade humanitária. O protesto apresenta nove reivindicações, refletindo a indignação e urgência generalizadas pela causa palestiniana.
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