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sexta-feira, 12 de junho de 2026 · Edição das 20:00 CET

Defesas da Europa alertam: Rússia pode atacar aliado da NATO até 2029

Relatório sueco aponta risco de ataque iminente para testar solidariedade aliada; general alemão diz que Moscovo terá capacidade para invasão em grande escala até ao final da década.

Geopolítica10 veículos4 idiomas3 min de leituraAtualizado 21:58

As avaliações dos serviços de informação da NATO partilhadas pelos 32 Estados-membros indicam que a Rússia poderá estar em condições de lançar um ataque convencional de larga escala contra um aliado da Aliança Atlântica antes do final da década. O tenente-general Christian Freuding, comandante do Exército alemão, afirmou em entrevista ao Politico que o prazo de 2029 não é uma imposição de Berlim, mas sim a convergência das análises de todos os parceiros. “Temos de estar preparados para o combate (...). É uma questão de velocidade”, sublinhou, instando o governo alemão a acelerar o investimento e a modernização das suas forças armadas.

No mesmo dia, a Comissão de Defesa do parlamento sueco divulgou um relatório que reforça o tom de urgência e projeta um cenário ainda mais imediato. O documento, subscrito por todos os oito partidos com assento no Riksdag, defende que a Rússia pode levar a cabo “avanços militares contra a NATO num futuro relativamente próximo” para testar a coesão da aliança e a credibilidade do Artigo 5.º, bastando para tal que o Kremlin considere favoráveis as condições políticas, mesmo sem ter concluído a guerra na Ucrânia ou atingido a plena recomposição das suas forças. A análise alerta que um ataque armado contra a Suécia ou os seus aliados “não pode ser excluído” e aponta uma deterioração rápida do ambiente de segurança.

A leitura sueca acrescenta uma dimensão transatlântica preocupante: a retórica errática da administração Trump e o uso de meios militares norte-americanos sem respaldo no direito internacional fragilizam o compromisso dos EUA com a defesa europeia. Nesse contexto, os países europeus são instados a assumir uma fatia muito maior da responsabilidade pela segurança convencional do continente. O relatório nota ainda lacunas na base industrial de defesa, alertando que os recursos financeiros previstos por Estocolmo são insuficientes para alcançar as metas de investimento da NATO.

Para os observadores em Lisboa, o cenário reforça a necessidade de Portugal, membro fundador da Aliança, acelerar os seus próprios programas de reequipamento e aumentar a prontidão das forças, especialmente numa altura em que a frente atlântica ganha renovada importância estratégica. Em Brasília, as implicações são seguidas com prudência, dado o delicado equilíbrio entre os laços históricos com o Ocidente e a parceria no âmbito dos BRICS. A perceção de um Kremlin mais propenso ao risco e de uma Aliança sob pressão coincide com um momento de redefinição dos alinhamentos globais, onde até Estados geograficamente distantes podem sentir os efeitos de uma crise prolongada.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Um general alemão pede prontidão para combater a Rússia até 2029, mas as autoridades russas enfatizam que Moscou não planeja atacar países europeus. A narrativa ocidental é retratada como alarmismo infundado que transforma a Rússia em ameaça sem evidências concretas.

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Uma comissão parlamentar sueca alerta que a Rússia pode testar a coesão da OTAN com um ataque militar em um futuro relativamente próximo, e uma agressão armada contra a Suécia não pode ser descartada. Os EUA são vistos como não confiáveis, forçando a Europa a assumir maiores responsabilidades de defesa, enquanto a própria indústria de defesa sueca e os orçamentos permanecem insuficientes.

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O relatório sueco é apresentado como evidência de que Putin planeja abrir uma segunda frente além da Ucrânia, testando a unidade da OTAN com um possível ataque armado. A ameaça russa é descrita como iminente e a aliança parece vulnerável.

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