Putin promete intensificar ataques à Ucrânia para dissuadir ofensivas com drones
Presidente russo acusa Kiev de tentar desestabilizar a sociedade russa e promete reforçar bombardeios contra infraestrutura ucraniana, enquanto danos econômicos são minimizados.

O presidente russo, Vladimir Putin, elevou o tom das ameaças nesta sexta-feira (12), ao prometer intensificar os ataques contra a infraestrutura da Ucrânia, em resposta à crescente campanha de drones lançada por Kiev contra território russo. Durante um encontro com militares no Kremlin, por ocasião do Dia da Rússia, Putin afirmou que Moscou deve “responder como merecem” e que as forças armadas vão “aumentar os nossos ataques à infraestrutura do inimigo, para lhes tirar a vontade de atacar os nossos alvos civis” [A2].
Putin acusou a Ucrânia de expandir o uso de drones com o objetivo de “semear a confusão” na sociedade russa, criar divisões e infligir danos à economia do país. Contudo, o líder do Kremlin sustentou que tais esforços “não terão sucesso” [A1][A5]. A ofensiva com drones, que se intensificou nas últimas semanas e já atingiu alvos a mais de mil quilómetros da linha da frente, visa principalmente refinarias de petróleo, que as autoridades ucranianas consideram alvos militares legítimos, numa tentativa de enfraquecer a máquina de guerra russa [A2][A3].
Apesar de reconhecer que os ataques estão a causar “danos econômicos”, Putin garantiu que “tudo é rapidamente restaurado” e que a economia não enfrenta “problemas sérios” [A4]. Observadores internacionais notam, porém, que a escalada coloca em risco a capacidade de produção e exportação de energia da Rússia, com impactos nos mercados globais.
Na perspetiva do mundo lusófono, as reações dividem-se. O Brasil, que mantém uma posição de neutralidade, tem reiterado apelos ao cessar-fogo e à retoma do diálogo diplomático, temendo que a intensificação do conflito aprofunde a instabilidade global e os preços dos alimentos. Portugal, membro da União Europeia e da NATO, alinha-se com a condenação das ações russas e continua a fornecer apoio político e humanitário à Ucrânia. Já os países africanos de língua portuguesa, como Moçambique e Angola, mantêm uma postura de equidistância, focando-se em evitar que o conflito desvie a atenção das suas próprias prioridades de desenvolvimento.
Analistas avaliam que o ciclo de represálias mútuas tenderá a prolongar-se, com a Rússia a tentar dissuadir novos ataques e a Ucrânia a procurar manter a iniciativa no campo de batalha. O desfecho deste confronto de longa distância dependerá, em larga medida, da capacidade de cada lado sustentar as suas operações, bem como da reação da comunidade internacional, que permanece dividida entre a condenação e a busca por uma solução pacífica.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
Putin vowed to ramp up strikes on Ukrainian infrastructure to deter Kyiv from hitting Russian civilian targets, stressing that attempts to split Russian society will fail. Russian authorities frame the escalation as a necessary response to Ukrainian provocations, downplaying the economic impact of enemy attacks.
Putin accused Ukraine of using drones to sow confusion and damage Russia's economy, while admitting that Ukrainian strikes have caused damage. He vowed to step up attacks on Ukrainian infrastructure to deter further strikes, but Ukraine continues to hit deep inside Russia.
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