Princesa Lalla Meryem representa rei de Marrocos no funeral de Bernadette Chirac
A princesa marroquina marcou presença na basílica de Sainte-Clotilde, em Paris, simbolizando a aliança histórica entre os dois países.

A presença da princesa Lalla Meryem, representando o rei Mohammed VI de Marrocos, foi o elemento mais destacado nas cerimónias fúnebres de Bernadette Chirac, viúva do antigo presidente francês Jacques Chirac, realizadas esta sexta-feira em Paris. A princesa foi recebida por Claude Chirac, filha da falecida, e ocupou lugar de honra na basílica de Sainte-Clotilde, ao lado de Brigitte Macron e de outras altas figuras, sublinhando a profundidade das relações entre a monarquia alauita e a família Chirac, forjadas durante décadas de parceria diplomática.
O funeral de Estado, iniciado às 14h30, reuniu personalidades do mundo político e cultural francês, incluindo os antigos presidentes Nicolas Sarkozy e François Hollande, a modelo e cantora Carla Bruni, e a ministra da Defesa, Catherine Vautrin, em representação do governo. A basílica, local simbólico onde Bernadette e Jacques Chirac se casaram e onde já se haviam realizado as homenagens à filha mais velha do casal, acolheu uma cerimónia marcada pelo recolhimento e pela emoção, seguida de inumação no cemitério de Montparnasse e de uma homenagem posterior na região de Corrèze, onde a antiga primeira-dama exerceu, ininterruptamente, o cargo de conselheira geral entre 1979 e 2015.
Fontes marroquinas deram especial relevo à mensagem de condolências enviada pelo rei Mohammed VI a Claude Chirac, na qual o soberano afirmou ter recebido “com profunda emoção a notícia do falecimento da sua mãe, a senhora Bernadette Chirac”, expressando os seus pêsames à família. A embaixadora de Marrocos em Paris, Samira Sitail, também esteve presente, reforçando o caráter oficial da representação.
Na perspetiva de analistas lusófonos, a morte de Bernadette Chirac encerra um capítulo de uma geração de figuras discretas mas influentes da política francesa. Para observadores em Lisboa e em Brasília, a presença marroquina recorda a rede de alianças históricas que liga a França ao mundo árabe e a África, ecoando os interesses estratégicos que unem Paris a Rabat em dossiês como a segurança regional e a cooperação económica. O legado da antiga primeira-dama, que soube construir uma carreira política própria à sombra de um dos presidentes mais populares da história recente da França, será ainda celebrado na Corrèze, o seu reduto eleitoral e afetivo.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
A princesa marroquina representou o rei no funeral, sublinhando os estreitos laços entre Marrocos e França. A cobertura centra-se no protocolo real e na presença de altos funcionários franceses, retratando o evento como uma honra diplomática.
O funeral de Bernadette Chirac, ex-primeira-dama e política por direito próprio, ocorreu em Paris com a presença de personalidades como Brigitte Macron e ex-presidentes. A cobertura é factual, relatando sua carreira política e os detalhes da cerimônia.
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