Morte de menino por chumbinho expõe comércio ilegal de veneno no Rio
Arthur, de 11 anos, morreu após ingerir bolo contaminado com chumbinho; investigação policial aponta para contaminação intencional e reacende alerta sobre o comércio ilegal de raticidas.

O menino Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, morreu na noite de quinta-feira (11) no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após sofrer uma parada cardíaca decorrente de envenenamento por chumbinho. A substância, proibida como raticida mas comercializada ilegalmente, foi confirmada por exames toxicológicos do Instituto Médico Legal, encerrando 11 dias de luta pela vida desde que a criança deu entrada na unidade, em 2 de junho. O pai, Ademir de Mello, relatou que o filho começou a sentir dores abdominais, náuseas e tonturas logo após comer uma fatia de bolo trazida da casa da mãe, na noite de 1º de junho, em São João de Meriti.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e pela 64ª DP, trabalha com a hipótese de contaminação proposital. Imagens de câmeras de segurança mostram o menino chegando em casa por volta das 18h20 e, cinco horas depois, a família saindo em desespero. O depoimento do pai aponta que o agravamento clínico foi súbito, levando à transferência do paciente de uma Unidade de Pronto Atendimento para o hospital estadual, onde não resistiu. O laudo do IML confirmou a presença da substância tóxica no organismo, corroborando a suspeita de que o bolo estivesse envenenado.
O caso lança luz sobre o comércio clandestino de chumbinho no Brasil, um veneno para ratos à base de aldicarbe, popularmente usado de forma ilegal em áreas urbanas. Na perspectiva de Brasília, o episódio reforça a urgência de políticas de controle de praguicidas e fiscalização mais rigorosa no varejo informal. Observadores em Lisboa notam que países lusófonos, apesar de diferenças regulatórias, enfrentam desafios semelhantes com a circulação de agrotóxicos proibidos, um problema comum em comunidades vulneráveis na África lusófona, onde a falta de fiscalização agrava os riscos.
Enquanto a comoção se concentra na Baixada, um incidente distinto nos Estados Unidos chamou a atenção para outro risco alimentar: em uma escola de Nova York, um aluno de 12 anos morreu sufocado ao tentar engolir um donut inteiro em um desafio do TikTok conhecido como “One-Bite Challenge”. A raridade dos casos não diminui o alerta de especialistas, que veem na combinação de desafios virais e na facilidade de acesso a substâncias letais um denominador comum: a vulnerabilidade de crianças e adolescentes a perigos evitáveis. O desfecho do inquérito fluminense poderá influenciar debates legislativos sobre o enrijecimento do controle de venenos e a responsabilização de quem os comercializa ilegalmente.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
Um menino de 11 anos morre após comer um bolo envenenado no Rio de Janeiro. Investigações confirmam chumbinho, um potente raticida. A família acusa e pede justiça, enquanto a polícia investiga homicídio.
A boy in the US died after choking on a doughnut, possibly due to a TikTok challenge. The report is factual and brief, with no emotionalism.
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