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sexta-feira, 12 de junho de 2026 · Edição das 20:00 CET

Peso mexicano se valoriza com trégua geopolítica, enquanto Argentina exibe mosaico cambial

O peso mexicano apreciou-se ante o dólar com o otimismo sobre um acordo EUA-Irão, ao passo que na Argentina as cotações paralelas do dólar e do euro voltaram a evidenciar a fragmentação do mercado de câmbios.

Economia8 veículos2 idiomas3 min de leituraAtualizado 21:55

O dia 12 de junho de 2026 revelou duas faces distintas dos mercados cambiais latino-americanos. No México, o peso sustentou uma trajetória de valorização, cotado a 17,20 unidades por dólar, uma apreciação de 0,23% face ao fecho anterior, impulsionada pela perspetiva de um memorando de entendimento entre Washington e Teerão. Observadores na Cidade do México atribuíram o movimento ao aumento do apetite por ativos de risco, num contexto em que o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou que um acordo "nunca esteve tão próximo". A moeda mexicana acumulava cinco sessões consecutivas de ganhos, com a volatilidade a superar os referenciais históricos, sinal de que a trégua geopolítica era recebida com alívio, mas também com cautela.

Na Argentina, o cenário era de fragmentação persistente. O dólar blue, negociado no mercado informal, era cotado a 1.430 pesos para compra e 1.450 para venda, enquanto o oficial no Banco Nación se situava em 1.405 e 1.455 pesos, respetivamente — uma brecha de apenas 2%, mas que escondia uma arquitetura de múltiplas camadas. O euro blue atingia 1.739,75 pesos na compra e 1.701,75 na venda, bem acima do euro oficial de 1.600 e 1.700 pesos. O dólar MEP, via operações bursáteis, rondava os 1.454 pesos, e o dólar cripto disparava para 1.499 pesos, refletindo a procura por ativos digitais como via de acesso a divisas. A persistência destes segmentos, apesar das bandas oficiais entre 1.000 e 1.500 pesos, ilustra a dificuldade de unificar o mercado cambial argentino, mesmo com a liquidação de exportações agrícolas a moderar-se e o banco central a reduzir a intervenção direta.

A perspetiva de Brasília sobre estes movimentos sublinha o contraste com a realidade brasileira, onde o câmbio flutuante, embora sujeito a pressões, dispensa a parafernália de cotações paralelas. Para os exportadores brasileiros, a fraqueza do euro face ao dólar — a taxa EUR/USD recuava para 1,1567, com queda acumulada de 1,36% no ano — representa um desafio adicional na relação com o mercado europeu, enquanto a valorização do peso mexicano pode reequilibrar a competitividade industrial na América do Norte. Em Lisboa, analistas notam que a depreciação do euro face ao yuan (7,8205 CNY) e ao rublo (83,737 RUB) agrava a pressão sobre as exportações da zona euro, com impacto indireto nas economias lusófonas africanas que dependem das flutuações das moedas de referência.

O comportamento do dólar canadiano, que cedia para 12,34 pesos mexicanos, e a tendência baixista do euro em relação à libra esterlina (0,8631 GBP) completavam um quadro de realinhamento global, no qual as divisas latino-americanas reagiram a estímulos muito distintos. Enquanto o peso mexicano se beneficiava da esperança de distensão no Médio Oriente, o peso argentino permanecia prisioneiro de um sistema de controlos que, apesar de conter a brecha cambial, não elimina a desconfiança dos agentes económicos.

Olhando em frente, a sustentação da valorização do peso mexicano dependerá da concretização do entendimento com o Irão e da evolução dos fluxos de nearshoring, que continuam a ancorar a procura pela moeda. Na Argentina, a aproximação do fim do segundo trimestre e a menor entrada de divisas do agro podem testar a estabilidade do esquema de bandas, reacendendo o debate sobre a unificação cambial. Para os países lusófonos, a lição é dupla: a geopolítica pode oferecer tréguas efémeras, mas as distorções estruturais no mercado de câmbios cobram um preço elevado em credibilidade e previsibilidade.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa latinoamericana/ mercatopragmatismodistacco

The coverage focuses on detailed exchange rates of the euro, dollar, and other currencies in the local Argentine and Mexican markets, emphasizing daily variations and weekly trends. It is presented as useful information for savers or investors, without political judgment. The approach is purely technical and numerical, reflecting a changing market without alarmism.

Stampa del Golfo arabopragmatismodistacco

The coverage focuses on the dollar's recovery and the rise of cryptocurrencies, mentioning the ECB rate hike as context. The tone is neutral but slightly optimistic about currency stabilization. Attention is on major global pairs and digital assets, with a short-term perspective.

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El Cronista12 de jun., 10:44
C5N12 de jun., 17:24
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Clarín12 de jun., 12:46
El Financiero12 de jun., 19:24
Al Ittihad12 de jun., 10:47
Perfil12 de jun., 17:24
Infobae México12 de jun., 17:23