México e Coreia do Sul lideram Grupo A após dia de estreia com três expulsões
Anfitrião México vence por 2-0 em jogo com três cartões vermelhos; Coreia do Sul vira sobre República Checa. Shakira brilhou na cerimónia de abertura.

A Copa do Mundo de 2026 arrancou na Cidade do México com uma cerimónia de abertura onde Shakira e o nigeriano Burna Boy electrizaram o Estádio Azteca. Pela primeira vez em 40 anos, o torneio regressou ao México, co-anfitrião com EUA e Canadá, e a festa reflectiu a euforia de um país que nunca vencera um jogo inaugural em sete tentativas. O palco histórico, que já recebeu finais de 1970 e 1986, sublimou o peso simbólico do pontapé de saída, enquanto as atuações musicais diluíam preocupações com segurança e logística que marcaram a preparação, conforme noticiado na imprensa mexicana.
Em campo, o México justificou o favoritismo e derrotou a África do Sul por 2-0, numa partida que entrou para a história pela disciplina: três cartões vermelhos, o maior número num jogo de Mundial desde 2006, exibidos pelo árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio. Sphephelo Sithole e Themba Zwane foram expulsos, por impedir golo e por agressão, respectivamente, enquanto César Montes também viu o vermelho, num jogo que terminou com nove contra dez. O golo madrugador de Julián Quiñones, aos nove minutos, acalmou a equipa de Javier Aguirre, e Raúl Jiménez, aos 58, selou o triunfo — um momento de catarse para o avançado, que regressou a um Mundial após fractura craniana quase fatal em 2020. Na análise da imprensa brasileira, a actuação rigorosa de Sampaio foi sublinhada, com comentadores a recordarem a sua postura em competições sul-americanas. Do lado mexicano, celebrava-se a quebra da maldição inaugural.
Horas mais tarde, em Guadalajara, a Coreia do Sul assinou uma virada emocionante contra a República Checa, vencendo por 2-1. O golo checo não abalou os sul-coreanos, que empataram com Hwang In-Beom e viraram com Oh Hyeon-Gyu, garantindo a liderança do Grupo A ao lado do México. Observadores em Seul destacam a resiliência táctica, enquanto a imprensa checa lamentou a incapacidade de segurar a vantagem. O resultado deixou sul-africanos e checos sem margem de erro.
Com a primeira jornada concluída, México e Coreia do Sul comandam com três pontos. A próxima ronda colocará frente a frente líderes e perseguidores, e o desempenho do trio de arbitragem brasileiro — novamente sob os holofotes — pode influenciar a dinâmica disciplinar do torneio. Para o público lusófono, o Mundial reserva ainda a expectativa da participação de Brasil e Portugal, mas a ausência de selecções africanas de língua portuguesa volta a lembrar os desafios estruturais do futebol nesses países. A festa mexicana deixou claro que este será um campeonato de emoções fortes.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
A cobertura europeia destacou o contraste entre a abertura festiva e os protestos fora do estádio Azteca, focando no recorde de três cartões vermelhos e nos desafios de segurança. A vitória do México foi relatada, mas ofuscada por problemas disciplinares e uma sensação de desconforto. No geral, o tom foi comedido, notando tanto a empolgação quanto as tensões subjacentes.
A mídia latino-americana celebrou a primeira vitória de estreia do México na história da Copa, destacando os gols de Quiñones e Jiménez. A cobertura foi orgulhosa e triunfante, enfatizando o domínio da equipe e a alegria dos torcedores. O relatório também notou a virada da Coreia do Sul, elogiando o espírito competitivo do grupo.
A cobertura africana destacou a cerimônia de abertura espetacular e a vitória do México, mas também abordou os desafios organizacionais, incluindo protestos e atualizações de segurança. O relatório equilibrou o entusiasmo pelo torneio com um reconhecimento sóbrio dos obstáculos enfrentados pelos anfitriões. O foco permaneceu no futebol, com uma visão matizada do contexto mais amplo do evento.
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