El Niño se intensifica e acende alerta da Índia à Colômbia
Fenômeno climático começou mais cedo do que o previsto em algumas regiões e pode atingir força excepcional, com risco de secas, inundações e recordes de temperatura.

A confirmação oficial do El Niño por agências como a NOAA dos Estados Unidos e o Departamento de Meteorologia da Índia (IMD) marca o início de um episódio que pode se tornar um dos mais intensos já registrados. As temperaturas da superfície do Pacífico equatorial ultrapassaram o limiar de 0,5°C acima da média por três meses consecutivos, e a atmosfera já respondeu ao aquecimento oceânico, caracterizando um acoplamento que define o fenômeno. Modelos climáticos indicam uma probabilidade de 63% de que o evento atinja a categoria “super El Niño”, com anomalias superiores a 2°C, o que traria impactos ainda mais severos.
Na Índia, o IMD revisou para baixo a previsão da monção de junho a setembro, estimando chuvas em apenas 90% da média histórica, e alertou que as condições de El Niño devem se fortalecer ao longo da estação. O fenômeno está historicamente associado a monções mais fracas, temperaturas elevadas, períodos secos prolongados e risco de seca. A neutralidade do Dipolo do Oceano Índico, que poderia amenizar os efeitos, deve persistir até o fim da monção, aumentando a preocupação com a produção agrícola no país mais populoso do mundo.
Na Colômbia, o governo confirmou que o El Niño chegou com cerca de três meses de antecedência em relação às projeções iniciais e pode ser um dos episódios mais intensos desde 1950. O Ideam (Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais) e o Ministério do Ambiente ativaram medidas preventivas e intensificaram os apelos à poupança de água e energia, diante dos riscos para o abastecimento, a agricultura, os ecossistemas e o sistema elétrico. O fortalecimento é esperado no segundo semestre de 2026, com pico entre novembro e janeiro de 2027.
Globalmente, o El Niño deverá desencadear condições meteorológicas extremas, como ondas de calor, inundações, secas e incêndios florestais, com repercussões na segurança alimentar, no abastecimento de água e na economia. Cientistas temem que 2026 e 2027 possam bater recordes de temperatura global. Para o mundo lusófono, os impactos não são uniformes: no Brasil, historicamente, o fenômeno está associado a secas no Nordeste e chuvas intensas no Sul, enquanto Portugal pode enfrentar verões mais quentes e alterações nos regimes de chuva. Em países africanos de língua portuguesa, como Angola e Moçambique, o El Niño costuma agravar períodos de estiagem ou intensificar ciclones, dependendo da região.
A comunidade científica monitora a evolução das temperaturas do Pacífico com atenção redobrada, pois um “super El Niño” poderia amplificar as desigualdades climáticas já existentes. A antecipação do fenômeno na Colômbia e a confirmação na Índia mostram que os efeitos já começam a ser sentidos de forma desigual, exigindo respostas adaptativas urgentes. As próximas atualizações dos modelos sazonais serão cruciais para calibrar as políticas de mitigação em todos os continentes.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
O serviço meteorológico da Índia confirma que o El Niño chegou e vai se intensificar durante a monção, trazendo provavelmente chuvas abaixo da média, períodos secos prolongados e temperaturas mais elevadas. O fenômeno suscita receios de um 'super El Niño' que pode afetar severamente a agricultura e o abastecimento de água.
O El Niño começou oficialmente e está se intensificando rapidamente; os cientistas alertam que pode se tornar um dos eventos mais fortes já registrados. O fenômeno vai desencadear condições meteorológicas extremas em todo o mundo—ondas de calor, inundações, secas e incêndios—ameaçando o abastecimento de alimentos, os recursos hídricos e a estabilidade econômica.
O governo da Colômbia confirmou o início antecipado do El Niño, que pode se tornar um dos episódios mais intensos desde 1950. As autoridades estão pedindo à população que economize água e energia, enquanto implementam ações preventivas para proteger a agricultura, os ecossistemas e o sistema energético.
O departamento meteorológico da Índia prevê condições de El Niño moderadas a fortes durante toda a monção, com um Dipolo do Oceano Índico neutro oferecendo pouco alívio. As perspectivas alimentam as preocupações com as chuvas de monção e as colheitas no país mais populoso do mundo.
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