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segunda-feira, 8 de junho de 2026 · Edição das 20:00 CET

Zelensky pede urgência a Trump por mísseis Patriot em carta obtida pela CBS

Presidente ucraniano escreveu diretamente a Trump e ao Congresso dos EUA, alertando para a vantagem russa com mísseis balísticos. Moscovo respondeu com apelos ao diálogo e à paz.

Geopolítica6 veículos5 idiomas3 min de leituraAtualizado 04:32

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, enviou uma carta ao presidente norte-americano, Donald Trump, e ao Congresso dos Estados Unidos na qual pede o reforço imediato do fornecimento de sistemas de defesa antimíssil Patriot e de munições PAC-3. A missiva, com cinco páginas e datada do Memorial Day, foi obtida pela CBS News e revela a dependência quase exclusiva de Kiev em relação a Washington para fazer face aos ataques com mísseis balísticos. “Quando se trata de defesa contra mísseis balísticos, dependemos quase exclusivamente dos Estados Unidos”, escreveu Zelensky, sublinhando que os Patriot continuam a ser a defesa mais eficaz contra todas as variantes da ameaça russa. Na perspetiva de analistas em Brasília, a iniciativa reflete uma escalada da pressão sobre o governo norte-americano num momento de crescente instabilidade no apoio ocidental.

A carta, igualmente reportada por fontes europeias e latino-americanas, foi acompanhada de um apelo público na rede social X, onde Zelensky confirmou que duas comunicações separadas foram entregues — uma ao Presidente e outra ao Congresso. “É invulgar que um líder estrangeiro escreva simultaneamente ao Presidente e ao Congresso dos EUA, mas a situação exige uma ação rápida e efetiva”, afirmou. O teor do pedido centra-se na necessidade de interceptores adicionais para os sistemas Patriot, uma vez que o atual programa PURL — o único canal disponível para obter essas plataformas — é considerado insuficiente para proteger o espaço aéreo ucraniano. Observadores em Lisboa notam que este duplo endereçamento revela uma tentativa de contornar eventuais bloqueios executivos e mobilizar diretamente o poder legislativo norte-americano, uma manobra diplomática que sublinha a urgência da situação militar.

Do lado russo, a reação não se fez esperar. O deputado ucraniano Alexander Dubinsky, em prisão preventiva por suspeita de traição, assinalou que a carta de Zelensky não contém qualquer referência à paz, uma omissão que também foi apontada por Moscovo. Kirill Dmitriev, representante especial do Presidente russo para a cooperação económica, aconselhou Kiev a concentrar-se no caminho do diálogo, afirmando que “se a Ucrânia sofre uma escassez crítica de mísseis antiaéreos, talvez seja melhor focar-se na paz, e não em provocações e escalada do conflito”. Esta divergência entre o discurso ocidental, que enquadra a carta como um apelo defensivo, e a narrativa russa, que a interpreta como obstáculo à negociação, ilustra o fosso persistente entre as duas margens do conflito.

Em África, a comunidade lusófona acompanha os desenvolvimentos com cautela. Países como Angola e Moçambique, que mantêm laços históricos com a Rússia e dependem da estabilidade dos mercados energéticos, observam o agravamento do conflito como um fator de pressão adicional sobre os preços globais. A reação contida das capitais africanas contrasta com a intensidade do debate transatlântico, mas sublinha a dimensão verdadeiramente global de um confronto que já não se limita às fronteiras ucranianas. A carta de Zelensky, ao ser divulgada a 27 de maio de 2026, representa assim não apenas um pedido de munições, mas um teste à coesão das alianças ocidentais e ao papel dos Estados Unidos como garante da segurança europeia.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa russa e CSI · statoStampa atlantica / anglosfera · sicurezzaStampa europea continentale
Stampa russa e CSI/ statoscetticismoschadenfreude

Zelensky's letter exposes desperation and near-total reliance on Washington, yet deliberately omits any mention of peace. Moscow voices note the absence of negotiation signals and suggest Kiev focus on dialogue instead of asking for more weapons.

Stampa atlantica / anglosfera/ sicurezzaallarmeurgenza

Zelensky warns of an impending Russian ballistic missile campaign and urgently requests more Patriot systems. The story is framed as a crucial test of American leadership and the durability of Western alliances, with Ukraine's air defense almost entirely dependent on US support.

Stampa europea continentaledistaccopragmatismo

Ukraine's president took the unusual step of writing directly to both Trump and Congress to press for more air defense ammunition. The news is delivered in a neutral tone, noting the procedural anomaly and the operational need, without further judgment.

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