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Trump é vaiado ao se tornar primeiro presidente dos EUA a assistir a uma final da NBA

Presença histórica no Madison Square Garden provocou segurança extrema, cancelamento de evento externo e vaias ao hino, ofuscando o jogo e gerando amplo debate internacional.

Esporte18 veículos4 idiomas3 min de leituraAtualizado 03:36

O presidente Donald Trump fez história na noite de segunda-feira ao tornar-se o primeiro chefe de Estado em exercício a assistir a um jogo das finais da NBA, mas a sua presença no Madison Square Garden foi recebida com um coro de vaias durante a execução do hino nacional. Convidado pelo proprietário dos New York Knicks, James Dolan, amigo de longa data e doador de campanhas, Trump assistiu ao jogo 3 da série contra os San Antonio Spurs num camarote privado, enquanto o autarca de Nova Iorque, Zohran Mamdani, também marcava presença noutro setor. A equipa nova-iorquina, que não disputava uma final em casa desde 1999 e procurava o primeiro título desde 1973, liderava a eliminatória por 2-0, mas a atenção mediática centrou-se no forte esquema de segurança montado pelo Serviço Secreto e pela polícia local.

A operação, descrita como semelhante a controlos aeroportuários, obrigou os adeptos a chegarem com duas horas de antecedência e a percorrerem um labirinto de vedações e postos de revista nos quarteirões circundantes à icónica arena de Manhattan. Uma festa pública prevista para o exterior foi cancelada de última hora, o que gerou frustração entre os fãs. Nas imediações, ouviam-se queixas: “Nova Iorque já sofreu demasiado sem um campeonato; [Trump] podia ter ficado de fora”, disse um adepto à MSNBC americana. Até dentro da equipa adversária houve controvérsia: o base dos Spurs, De’Aaron Fox, classificou a presença presidencial como “incómoda para todos”, enquanto o seu treinador, Mitch Johnson, afirmou não ter sentido qualquer transtorno.

Na perspetiva europeia, o diário francês Le Figaro sublinhou que o reforço de segurança coincidiu com um ataque com faca ocorrido na véspera junto à vizinha Penn Station, que fez seis feridos, elevando o estado de alerta na cidade. Já a imprensa latino-americana, do Brasil ao México e à Argentina, destacou o contraste entre a euforia desportiva e o “congelamento” da festa popular. O brasileiro G1 noticiou as filas intermináveis, enquanto o mexicano Reforma e o colombiano El Espectador realçaram o simbolismo das vaias a um presidente republicano numa cidade maioritariamente democrata. A imagem de Trump a acenar sob assobios, amplificada pelas televisões de todo o continente, tornou-se o retrato mais marcante da noite.

Analistas em Brasília observam que a interseção entre desporto e política é familiar no universo lusófono — de receções presidenciais a seleções campeãs a protestos em estádios — e que o episódio nova-iorquino ecoa uma tendência global de crescente escrutínio público sobre a presença de líderes políticos em eventos de massa. O caso deixa uma interrogação: se o presidente tenciona continuar a frequentar grandes palcos desportivos, os organizadores terão de equilibrar o prestígio da visita com os custos logísticos e de imagem. Para os Knicks, resta a esperança de que a política não eclipse a busca por um título que a cidade aguarda há mais de meio século.

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Forbes8 de jun., 18:08
Le Figaro8 de jun., 19:08
La Nación8 de jun., 17:08
MSNBC8 de jun., 23:13
El Espectador9 de jun., 01:14
Reforma9 de jun., 02:54
El Norte9 de jun., 02:54
NBC News8 de jun., 23:14