Entrar
Edição das 10:00 CETsexta-feira, 12 de junho de 2026
287 veículos · 16 idiomas0 briefing hoje
segunda-feira, 8 de junho de 2026 · Edição das 20:00 CET

Dois pênaltis de Gakpo salvam Holanda, mas revista policial a uzbeques mancha preparação para o Mundial

Triunfo dramático por 2 a 1 em Nova York e o rigor excessivo da segurança contra a delegação asiática ampliam dúvidas sobre a organização da Copa de 2026.

Esporte10 veículos4 idiomas3 min de leituraAtualizado 03:36

A seleção dos Países Baixos evitou um novo tropeço na reta final de preparação para o Mundial de 2026 com um triunfo agónico sobre o Uzbequistão, nesta segunda-feira (8), no Icahn Stadium, em Nova York. Cody Gakpo converteu duas penalidades — a primeira aos 32 minutos do primeiro tempo e a segunda nos descontos finais — para selar o 2 a 1, depois de Igor Sergeev ter empatado para os uzbeques já nos acréscimos e da expulsão de Guus Til. O resultado, porém, foi ofuscado por uma operação de segurança desproporcional que revistou jogadores, malas e equipamentos da delegação uzbeque com cães farejadores e detetores de metais, gerando indignação e reacendendo o debate sobre os protocolos do torneio na América do Norte.

O jogo teve poucos momentos de brilho e confirmou as dificuldades do conjunto orientado por Ronald Koeman, que vinha de derrota frente à Argélia. A Holanda dominou a posse, mas esbarrou na defesa disciplinada armada por Fabio Cannavaro. O primeiro pênalti foi assinalado após falta de Jakhongir Uruzov sobre Crysencio Summerville, e Gakpo deslocou o guarda-redes com categoria. Na etapa final, a inércia ofensiva laranja custou caro: Til tocou a bola com a mão e foi expulso, deixando a equipa com dez, e Sergeev aproveitou para igualar aos 92 minutos. O resgate veio de novo da marca de cal, quando o árbitro apitou nova infração e Gakpo, já aos 90+8, fez o tento da vitória.

Paralelamente ao desfecho dramático, o que realmente provocou perplexidade foi o tratamento dado à comitiva do Uzbequistão. Imagens partilhadas nas redes sociais mostravam os atletas e membros da equipa técnica a serem revistados individualmente, com malas abertas no chão e cães policiais a inspecionar os pertences, antes de entrarem no estádio. A federação uzbeque classificou o episódio como «um exagero que nunca vimos em nenhum outro país-sede». Na perspetiva de Brasília, onde a seleção brasileira acompanha de perto a logística do primeiro Mundial tripartido, o incidente acendeu um alerta imediato sobre as condições que as delegações, sobretudo as de nações africanas lusófonas e de menor histórico em grandes palcos, podem enfrentar nos EUA. Analistas em Lisboa sublinham que a desconfiança gerada por revistas tão invasivas pode minar o clima de hospitalidade que a FIFA pretende projetar.

A partida deixou mais interrogações do que certezas para a Holanda, que estreará no Grupo H contra a Colômbia. A imprensa colombiana, que viu a Oranje sofrer além do esperado, anotou a falta de inspiração de Gakpo e Brian Brobbey, além da baixa de Jurriën Timber e a lesão do guarda-redes Verbruggen como fatores de vulnerabilidade. Para o Uzbequistão, a derrota e o constrangimento fora de campo podem pesar na estreia diante da anfitriã Canadá. O episódio expõe, acima de tudo, os desafios de um Mundial que exigirá coordenação entre três países com realidades de segurança radicalmente distintas, algo que, para os observadores do mundo lusófono, precisa ser rapidamente equalizado antes do pontapé inicial.

Esta notícia apareceu em

10 veículos · 4 idiomas · janela de 24 horas

Excelsior9 de jun., 00:13
Jawa Pos9 de jun., 02:52
El Khabar9 de jun., 00:13
La Gaceta9 de jun., 02:52
CNN Indonesia9 de jun., 00:16
Metrópoles9 de jun., 00:16
Los Andes9 de jun., 02:54
Media Indonesia9 de jun., 00:16