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segunda-feira, 8 de junho de 2026 · Edição das 20:00 CET

Mundial 2026: maior Copa da história junta três países e 48 seleções, entre euforia e críticas

Arranca a 11 de junho no México o primeiro Mundial com três anfitriões, 104 jogos e 48 equipas, numa edição que promete recordes económicos mas levanta dúvidas sobre a qualidade do futebol.

Esporte10 veículos5 idiomas3 min de leituraAtualizado 03:34

A 23.ª edição da Copa do Mundo da FIFA arranca esta quinta-feira no mítico Estádio Azteca, na Cidade do México, com o jogo entre a seleção anfitriã e a África do Sul. Pela primeira vez, três países – Estados Unidos, México e Canadá – partilham a organização do torneio, que se estende por 16 cidades e 38 dias até à final marcada para 19 de julho em East Rutherford, Nova Jérsia. A competição, que regressa à América do Norte após mais de três décadas, assume proporções inéditas: 48 seleções, 104 partidas e um formato expandido que inclui uma nova ronda de eliminatórias com 32 equipas, apenas comparável à experiência de 2002, quando Japão e Coreia do Sul coorganizaram o evento.

Os números impressionam: 78 dos 104 jogos decorrem nos Estados Unidos, que mobilizam 11 cidades-sede, entre as quais Los Angeles, Miami, Dallas e Nova Iorque. O México contribui com três urbes – Cidade do México, Guadalajara e Monterrey – e o Canadá com duas. A imprensa argentina sublinha a dimensão do negócio, com projeções de receitas recorde para a FIFA e impacto considerável no PIB regional. Já veículos europeus como o suíço NZZ destacam os estádios multifuncionais com relva híbrida e a obrigatoriedade de ocultar os nomes dos patrocinadores durante o torneio, por força das regras de marketing da entidade que gere o futebol mundial.

Uma inovação que marca esta edição são as três cerimónias de abertura, uma em cada país anfitrião. A primeira, no México, contará com artistas como Maná, Alejandro Fernández e J Balvin, num espetáculo de forte carga cultural latina. Contudo, a euforia não é unânime. Analistas asiáticos e europeus apontam críticas ao inchaço do campeonato, receando que a diluição da qualidade e o cansaço acumulado dos jogadores retirem competitividade à fase de grupos. A expansão, que acrescentou quatro grupos iniciais e uma eliminatória extra, é vista por alguns como uma cedência comercial em detrimento do espetáculo desportivo.

Do lado lusófono, o alargamento a 48 vagas pode favorecer seleções africanas de língua portuguesa, como Angola, Moçambique ou Cabo Verde, cujo acesso às fases finais se torna matematicamente mais plausível. No entanto, mesmo no Brasil e em Portugal, onde o futebol é religião, crescem as dúvidas sobre a sustentabilidade de um calendário tão sobrecarregado. No plano da segurança, o FBI e outras agências federais norte-americanas montaram uma operação colossal, com equipas especializadas em desativação de explosivos, resgate de reféns e contraterrorismo estacionadas nas onze cidades dos EUA.

Quando a bola rolar no Azteca, estará em marcha não só o maior torneio de sempre, mas também um laboratório para o futuro dos megaeventos desportivos. O sucesso – ou não – desta experiência tripartida poderá ditar o modelo de organização de próximas Copas. Para os fãs lusófonos, o espetáculo televisivo será certamente seguido com paixão, mas ficará a interrogação: a grandeza numérica justificará a grandeza do futebol?

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Forbes9 de jun., 02:52
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Voice of America (VOA) Persian8 de jun., 23:13
Emirates 24|79 de jun., 00:15
Los Angeles Times9 de jun., 00:14
El Tribuno9 de jun., 00:17
Perfil9 de jun., 02:54
Ámbito Financiero8 de jun., 17:07