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Ruby Rose acusa Katy Perry de agressão sexual; cantora nega 'mentiras perigosas'

Atriz australiana afirma ter sido atacada há 20 anos em Melbourne; Perry reage com veemência enquanto o escrutínio sobre sua vida pessoal se intensifica após o Coachella.

Sociedade7 veículos3 idiomas3 min de leituraAtualizado 09:59

A atriz australiana Ruby Rose acusou publicamente a cantora norte-americana Katy Perry de agressão sexual, num episódio que terá ocorrido há duas décadas numa discoteca de Melbourne. A acusação, divulgada em mensagens na rede social Threads, gerou uma reação imediata e contundente da equipa de Perry, que classificou as alegações como «mentiras imprudentes e perigosas» [A6][A7]. O caso irrompeu no rescaldo do festival Coachella, onde Perry foi fotografada ao lado do antigo primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau, num contexto que a crónica social internacional descreveu como uma crise de meia-idade do político [A1].

A denúncia de Rose surgiu como resposta a um artigo sobre a reação de Perry ao concerto de Justin Bieber no Coachella. Num comentário mordaz, a atriz escreveu: «A Katy Perry agrediu-me sexualmente no Spice Market, uma discoteca em Melbourne. Quem se importa com o que ela pensa?» [A2]. Seguiram-se detalhes explícitos: Rose contou que, na altura com cerca de vinte anos, estava recostada sobre os joelhos de uma amiga quando Perry iniciou um contacto de natureza sexual no seu rosto. A atriz afirmou ter vomitado sobre a cantora após o incidente e revelou que, anos mais tarde, Perry a ajudou a obter um visto para os Estados Unidos, o que a levou a manter o segredo [A7].

A versão de Rose foi rapidamente contestada. Um porta-voz de Perry afirmou que as acusações são «categoricamente falsas» e sublinhou que a atriz «é conhecida por fazer alegações públicas graves contra várias pessoas nas redes sociais» [A5][A6]. A imprensa australiana notou que Rose, em 2024, já tinha feito comentários depreciativos sobre o carácter de Perry sem, no entanto, mencionar a agressão [A2]. Há ainda uma discrepância geográfica: enquanto Rose situa o episódio em Melbourne, uma fonte da Radio-Canada refere que a atriz mencionou Sydney num relato posterior [A3][A4].

Na perspetiva de Brasília, o episódio reacende o debate sobre a credibilidade das vítimas e a rapidez com que figuras públicas são canceladas ou defendidas no espaço digital. Observadores em Lisboa notam que a coincidência entre a acusação e as imagens de Perry com Trudeau num festival californiano cria uma tempestade mediática que transcende a mera denúncia, inserindo-se num ciclo mais amplo de exposição da intimidade das celebridades. Nos mercados lusófonos, onde Perry goza de enorme popularidade, o caso testa os limites da separação entre a artista e a marca que construiu em torno de uma imagem solar e irreverente.

As próximas semanas serão cruciais para avaliar o impacto reputacional e jurídico deste confronto. Rose não anunciou ações legais, mas a dimensão pública da acusação e a negação veemente da cantora criam um impasse com contornos de difamação. À medida que as redes sociais amplificam o escrutínio, o desfecho pode contribuir para redefinir os padrões de tolerância a comportamentos abusivos no mundo do entretenimento, tanto nos Estados Unidos como além-fronteiras.

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