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sexta-feira, 12 de junho de 2026 · Edição das 20:00 CET

Morre aos 88 anos David Hockney, gigante da arte contemporânea e mestre das piscinas

O pintor britânico, ícone da pop art e autor de obras milionárias, faleceu em Londres, deixando um legado de inovação e cor que influenciou gerações.

Sociedade56 veículos11 idiomas3 min de leituraAtualizado 21:59

O mundo das artes despediu-se esta quinta-feira de David Hockney, um dos artistas mais influentes dos séculos XX e XXI. O pintor britânico morreu pacificamente em sua casa em Londres, aos 88 anos, poucas semanas antes de completar 89, anunciou sua agente Erica Bolton. Nenhuma causa de morte foi divulgada. Conhecido pelas cores vibrantes e pelas icónicas piscinas californianas, Hockney deixa uma obra que se estende por sete décadas e múltiplas linguagens — da pintura a óleo aos desenhos no iPad.

Nascido em Bradford, no norte de Inglaterra, em 1937, Hockney irrompeu na cena artística londrina nos anos 1960, associado ao movimento pop art, com a sua emblemática obra «A Bigger Splash» (1967). A sua mudança para Los Angeles, em 1964, marcou uma viragem: fascinado pela luz intensa e pelas piscinas turquesa, produziu algumas das imagens mais reconhecíveis da arte contemporânea. Em 2018, «Portrait of an Artist (Pool with Two Figures)» foi vendido por 90,3 milhões de dólares na Christie’s, então um recorde para um artista vivo. A sua versatilidade levou-o a explorar a fotocolagem, a cenografia e, já septuagenário, a criação digital em tablets, provando uma inventividade sem tréguas.

Na imprensa global, a morte de Hockney foi tratada como a perda de um «pintor da felicidade». Em França, o Le Figaro recordou a sua última grande exposição na Fondation Louis Vuitton, em 2025, que atraiu mais de um milhão de visitantes, e a sua vida tranquila na Normandia, onde se instalara em 2019. Jornais italianos sublinharam o seu papel como visionário da pop art, ao lado de Andy Warhol, e o seu lema de vida: «Fiz tudo o que queria fazer. Não me arrependo de nada». No Reino Unido, a BBC classificou-o como «tesouro nacional», destacando o seu sotaque carregado de Yorkshire e a sua imagem inconfundível — cabelo platinado, óculos redondos e um eterno cigarro na mão. No Brasil, o portal Band salientou a sua faceta pop, que o tornou «um nome extremamente reconhecível e querido na cultura contemporânea». A imprensa russa e norte-americana realçaram as cifras milionárias das suas obras no mercado de arte.

Para além das telas, Hockney viveu abertamente a sua homossexualidade, que marcou a sua obra e a sua vida pessoal. O seu relacionamento com o artista Peter Schlesinger, que posou para o célebre quadro do duplo retrato na piscina, foi simultaneamente fonte de inspiração e de desgosto amoroso, como evoca a imprensa francesa. Amigos e críticos descrevem-no como generoso, bem-humorado e dotado de uma curiosidade insaciável. «Amava a vida», resumiu a sua agente no comunicado.

O legado de Hockney estende-se para além da sua morte. A Tate, em Londres, confirmou que duas exposições planeadas seguirão em frente, e o seu trabalho continua a ser estudado como exemplo de reinvenção constante. Numa das suas últimas entrevistas, declarou: «Nunca deixarei de pintar». A frase ecoa agora como testemunho de uma vida dedicada à criação, que desafiou fronteiras entre o tradicional e o digital, entre o Yorkshire da sua infância e a Califórnia dos seus sonhos. A arte contemporânea perde um mestre, mas herda uma paleta de cores que dificilmente se apagará.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A morte de David Hockney é lamentada como a perda do 'rei das cores' e 'pintor da felicidade', que encantou o mundo com suas piscinas californianas e paisagens da Normandia, inspirando-se em seus amantes, especialmente Peter Schlesinger, cuja história de amor e coração partido se tornou quase tão lendária quanto sua pintura de 90 milhões de dólares.

Stampa atlantica / anglosfera/ economicapragmatismodistacco

A morte de David Hockney é noticiada com foco em seu recorde de leilão de 90,3 milhões de dólares e sua adoção de tecnologias — de iPhones a faxes — que lhe permitiram reinventar constantemente sua arte. Sua carreira de sete décadas foi marcada por uma ética de trabalho incansável e uma capacidade de mesclar a pintura figurativa tradicional com ferramentas modernas.

Stampa russa e CSI/ businessdistaccopragmatismo

A mídia russa relata a morte de David Hockney aos 88 anos, destacando sua morte pacífica em casa e seu status como um dos artistas contemporâneos mais influentes. Enfatizam seu recorde de leilão de 90 milhões de dólares e seu papel na pop art, com um tom calmo e voltado para negócios.

Stampa cinese/ statotrionfodistacco

A mídia chinesa exalta David Hockney como um 'gigante da arte contemporânea', uma figura importante dos séculos XX e XXI que continuou pintando e expondo até o fim. As homenagens destacam seu uso brilhante da cor e seu status de mestre de renome mundial, com um tom respeitoso típico da mídia estatal.

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Excelsior12 de jun., 17:21
Vedomosti12 de jun., 17:22
Forbes12 de jun., 18:22
Le Figaro12 de jun., 12:44
7NEWS12 de jun., 17:22
La Nación12 de jun., 18:23
Bild12 de jun., 12:44
Interfax12 de jun., 12:44