México acolhe seleção do Irão após veto dos EUA para estadia no Mundial‑2026
Jogadores iranianos ficarão em Tijuana e viajarão para os jogos nos EUA. Presidente mexicana confirmou que pedido da FIFA foi aceite ‘sem qualquer problema’.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, confirmou esta segunda-feira que a seleção iraniana de futebol instalará a sua base em Tijuana durante o Campeonato do Mundo de 2026, depois de os Estados Unidos terem recusado permitir que a equipa pernoite em território norte-americano. “Os EUA não querem que a seleção iraniana fique no seu território, perguntaram-nos se podiam pernoitar no México. Não temos qualquer problema”, declarou Sheinbaum na sua conferência de imprensa matinal, detalhando que a FIFA intermediou o pedido.
A decisão altera os planos originais do Irão, que pretendia concentrar-se em Tucson, no Arizona. O presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, anunciara no sábado que o centro de estágio seria transferido para a cidade fronteiriça mexicana, com aval provisório da FIFA, para contornar temores ligados à guerra no Médio Oriente e a obstáculos na emissão de vistos. Embora as três partidas da fase de grupos se realizem em estádios norte-americanos, a equipa não permanecerá no país durante todo o torneio. O ministro do Desporto iraniano, Ahmad Donyamali, pressionou a administração Trump, sublinhando que “o país anfitrião tem o compromisso de emitir vistos sem exceção” e que não acredita que surjam problemas para jogadores, equipa técnica e jornalistas.
Na leitura de analistas latino-americanos, o acolhimento mexicano revela uma diplomacia do futebol que contrasta com a postura securitária de Washington. A imprensa iraniana enfatiza a solução logística para contornar as tensões diplomáticas e as dificuldades com vistos, enquanto os veículos norte-americanos registam o silêncio oficial da Casa Branca e do Departamento de Estado. Observadores em Brasília notam que o episódio adensa a complexidade de um Mundial partilhado por três nações, onde as fronteiras se transformam em peças centrais da organização – algo que o Brasil, enquanto sede única em 2014, não precisou de equacionar.
O caso sublinha a intersecção entre desporto e geopolítica. A pouco mais de um ano do início do torneio, a permanência da seleção iraniana em Tijuana, a curta distância das partidas californianas, mitiga riscos de confronto político mas lança desafios operacionais. A FIFA vê-se forçada a gerir um tabuleiro em que os constrangimentos migratórios e as sanções informais interferem na logística do evento. O desfecho poderá marcar um precedente para outras seleções com relações tensas com Washington, num Mundial que, desde a conceção, nasceu mais fragmentado do que os anteriores.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
The Mexican government displays pragmatism and hospitality, offering shelter to the Iranian team after the U.S. refusal, which is seen as an act of political closure and imperial arrogance. President Sheinbaum turns the episode into a sign of Latin American solidarity, highlighting Washington's hypocrisy in hosting the matches but not the players.
The Anglo press reports with skepticism the U.S. refusal to host the Iranian team, forcing it to settle in Mexico. The episode is framed as a diplomatic own goal by the administration, raising questions about the real motivations and visa handling, without explicit condemnation but with a palpable sense of embarrassment.
European press reports the story with detachment, merely noting the logistical workaround that allows Iran to play the World Cup despite the U.S. refusal. The news is framed as a straightforward base relocation to avoid bureaucratic complications, without passing political judgment.
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