Espanha vai ao Mundial 2026 sem jogadores do Real Madrid pela primeira vez desde 1950
Lista de 26 convocados de Luis de la Fuente tem oito atletas do Barcelona e exclui o clube merengue; estreia será a 15 de junho contra Cabo Verde, no Grupo H.

A seleção espanhola, atual campeã da Europa, anunciou esta segunda-feira a lista de 26 convocados para o Mundial de 2026 com uma ausência que ecoa como um terramoto no futebol ibérico: pela primeira vez desde o Mundial de 1950, não há qualquer jogador do Real Madrid entre os eleitos. A imprensa de Madrid descreve a decisão do selecionador Luis de la Fuente como uma fratura geracional, enquanto oito nomes do Barcelona — entre eles o jovem Lamine Yamal — assumem a espinha dorsal da equipa que partirá para os Estados Unidos, Canadá e México.
O torneio em si já configura uma rutura histórica: será o primeiro com 48 seleções, distribuídas por doze grupos e com uma nova fase a eliminar antes dos oitavos de final. Na América Latina, os olhos estão postos no calendário e nas distâncias colossais; no mundo árabe, destaca-se a soma recorde de 871 milhões de dólares em prémios, com 50 milhões reservados ao campeão. Na Europa, críticos apontam as contradições climáticas de uma competição que obriga a deslocações aéreas transcontinentais, enquanto a FIFA insiste em selos de sustentabilidade.
A lista de De la Fuente privilegia juventude e toque catalão: Pedri, Gavi, Dani Olmo, Pau Cubarsí e Ferran Torres reforçam a presença blaugrana, com Yamal e Nico Williams ainda a recuperar de lesões musculares, mas confirmados. A ausência de Dani Carvajal e Dean Huijsen, ambos do Real Madrid, é o símbolo de uma viragem. Observadores em Lisboa notam que a estreia espanhola a 15 de junho será precisamente contra Cabo Verde, único representante da África lusófona no Grupo H, que inclui ainda a Arábia Saudita e o Uruguai.
Analistas no Brasil consideram que a ausência madridista reflete um deslocamento do poder futebolístico na Península e pode ter impacto psicológico num grupo onde a Espanha é favorita, mas encontrará resistência de sul-americanos e árabes. Para o universo lusófono, o jogo inaugural da Roja ganha contornos simbólicos, num Mundial que não só alarga fronteiras geográficas como testa os limites da globalização do desporto — entre prémios milionários, promessas climáticas e um xadrez de convocatórias que reescreve narrativas de poder.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
Spain's World Cup squad makes history by omitting Real Madrid players for the first time since 1950, while Barcelona provides the backbone. The coach's decision highlights a shift in influence, banking on a new generation led by Lamine Yamal.
It was only a matter of time: no Real Madrid players in Spain's squad, eight from Barcelona. The long-anticipated rift between the white club and the national team has become a generational overhaul, with the Catalan academy setting the tone and leaving Madrid watching from the sidelines.
A new era for Spain: Barcelona players take charge, Real Madrid step aside. With Lamine Yamal as the symbol of change, La Roja arrive at the World Cup with a fresh face and no trace of the white club.
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