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Kiev sob ataque de drones após aviso de retaliação com míssil hipersónico Oreshnik

Autoridades ucranianas e embaixada dos EUA alertaram para ofensiva russa em larga escala em 24 horas, incluindo possível uso do novo míssil hipersónico Oreshnik. Sirenes soaram na capital.

Geopolítica11 veículos6 idiomas3 min de leituraAtualizado 05:26

Na noite de sábado, sirenes antiaéreas ecoaram em Kiev poucas horas depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, e a embaixada norte-americana alertarem para uma ofensiva russa de grandes proporções, com possibilidade de emprego do míssil hipersónico Oreshnik. A defesa aérea ucraniana confirmou a chegada de drones de ataque à capital, enquanto explosões eram relatadas em Odessa e noutras regiões. As informações de inteligência partilhadas por parceiros ocidentais indicavam que o ataque combinado poderia ocorrer “a qualquer momento ao longo das próximas 24 horas”, segundo comunicado da missão diplomática dos EUA.

A ameaça iminente surge como represália a um ataque com drones atribuído a Kiev no dia anterior contra a cidade de Starobilsk, na região ocupada de Luhansk. De acordo com as autoridades russas, o bombardeamento atingiu um edifício universitário que formava professores, causando pelo menos 16 mortos, incluindo quatro crianças. O presidente Vladimir Putin ordenou aos comandos militares que elaborassem medidas de resposta apropriadas, e a televisão estatal russa exibiu uma jovem estudante de 19 anos como símbolo da “tragédia”. A versão ucraniana, porém, nega que a estrutura atingida fosse exclusivamente civil, sublinhando o contexto do conflito armado.

Na perspetiva das capitais europeias, a referência explícita ao míssil Oreshnik – um vetor de médio alcance capaz de transportar ogivas convencionais ou nucleares, apresentado por Moscovo como um sistema de última geração – eleva o patamar de risco. A imprensa escandinava descreve a arma como um “trunfo do terror” de Putin, enquanto a imprensa francesa destaca o apelo de Zelenskyy para que a comunidade internacional aumente a pressão sobre o Kremlin. Já a cobertura italiana enfatiza os preparativos russos para um ataque combinado com diversos tipos de armamento, sugerindo uma operação de larga escala que transcende o mero uso de drones.

Observadores em Lisboa, país-membro da NATO, notam que a escalada testa os limites da resposta aliada, numa altura em que cresce a fadiga em relação ao conflito. Em Brasília, a diplomacia brasileira mantém a posição tradicional de apelo ao diálogo, mas o agravamento da guerra com recurso a armas hipersónicas acentua a preocupação entre nações do Sul Global que temem uma proliferação de mísseis de alta precisão. Nesse sentido, a ameaça iminente sobre Kiev reflete não apenas uma retaliação pontual, mas a cristalização de um ciclo em que cada avanço tecnológico das partes reduz o espaço para a negociação, prolongando um conflito que já se estende por mais de dois anos sem perspetiva de distensão.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Stampa europea continentaleStampa atlantica / anglosfera
Stampa europea continentaleallarmeurgenzavittimismo

Continental European press reports with alarm Zelenskyy's and the US embassy's warning of an imminent large-scale Russian attack, including on Kyiv, with the Oreshnik missile. It emphasizes the immediate threat and the need to take shelter, focusing on Ukraine's vulnerability and defensive response. The tone is worried and implicitly supportive of Ukraine, referencing Russian retaliation for the Ukrainian attack in Luhansk.

Stampa atlantica / anglosferaallarmedistacco

Atlantic press reports the US embassy security alert about a 'potentially significant air attack' in Kyiv within 24 hours, in a factual and detached tone. It prioritizes the recommendation for US citizens to be ready to shelter, without emotional emphasis on Ukraine's plight. The focus is on the safety of its own citizens and official communication.

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Le Figaro
Dozhd
Dagens Nyheter
Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ)
TV4
Dagens Industri
Östgöta Correspondenten
Il Sole 24 Ore