Israel intensifica ofensiva no sul do Líbano, mas Hezbollah mostra resiliência
Exército israelense reivindica 310 bombardeios e 80 combatentes mortos, enquanto grupo xiita anuncia 24 operações em um dia e imprensa local alerta para erosão da dissuasão.

Israel intensificou sua campanha militar no sul do Líbano na última semana, realizando mais de 310 ataques aéreos e de artilharia contra posições do Hezbollah, segundo o exército israelense, que afirma ter matado cerca de 80 combatentes do grupo xiita. As operações, descritas como parte de uma ofensiva para destruir a infraestrutura do Hezbollah, incluíram bombardeios às cidades de Nabatieh e Jibsheet, além de incursões com drones e detonações controladas.
Enquanto isso, o Hezbollah manteve sua capacidade de resposta. A organização anunciou ter realizado 24 operações em um único dia, e a imprensa israelense, citada por veículos iranianos, expressou preocupação com a 'erosão séria' do poder de dissuasão de Israel. Combatentes do Hezbollah também se envolveram em confrontos diretos com soldados israelenses na região de Wadi al-Hujeir, indicando que as incursões terrestres de Israel enfrentam resistência.
No terreno, a escalada militar afetou diretamente a população civil. O exército israelense emitiu alertas de evacuação para moradores das localidades de Sarafand, Teffahta e Mazraat Sinai, no sul do Líbano. O prefeito de Sarafand recomendou que os residentes buscassem áreas seguras, mantivessem as vias livres para ambulâncias e fechassem o comércio, num retrato do clima de apreensão.
Para observadores lusófonos, a nova onda de violência no Líbano tem implicações particulares. O Brasil, que abriga a maior comunidade libanesa fora do Líbano, acompanha os desdobramentos com atenção redobrada. Em Lisboa, diplomatas veem com cautela o risco de o conflito se expandir para uma guerra regional, especialmente diante das tentativas dos EUA de mediar um entendimento mais amplo com o Irã. Analistas em Maputo e Luanda, embora distantes geograficamente, notam que a instabilidade no Oriente Médio tende a pressionar os preços do petróleo e a segurança global, afetando indiretamente as economias africanas.
O impasse militar persiste: apesar da superioridade aérea israelense, o Hezbollah demonstra resiliência, e a perspectiva de um cessar-fogo duradouro permanece distante. A divulgação, por Israel, de imagens de uma operação em Dibbine semanas anteriores, com a eliminação de combatentes, serve tanto como demonstração de força quanto como reconhecimento tácito de que a vitória definitiva ainda não foi alcançada.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
As forças de ocupação israelenses intensificaram a agressão contra o sul do Líbano, com uma série de ataques aéreos e bombardeios de artilharia contra várias cidades nos distritos de Nabatieh e Bint Jbeil. Áreas civis foram atingidas e moradores de várias aldeias receberam avisos de evacuação enquanto o bombardeio continuava. Os ataques são retratados como um assalto implacável ao território libanês.
Enquanto aviões de guerra e drones israelenses atacavam vários locais no sul do Líbano, o Hezbollah respondeu com uma série de operações contra posições militares israelenses. A mídia israelense reconheceu a crescente preocupação entre os comandantes com a erosão da dissuasão e a dificuldade de alcançar a vitória. A resistência é retratada como resiliente e capaz de infligir danos significativos.
O exército israelense anunciou que atingiu cerca de 310 posições do Hezbollah no sul do Líbano, matando cerca de 80 combatentes. Tropas terrestres operam simultaneamente ao longo da linha de frente para destruir infraestrutura e neutralizar ameaças. Os relatos destacam a descoberta de depósitos de armas e os esforços contínuos para degradar as capacidades do Hezbollah.
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