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Israel cria zona de combate no sul do Líbano e força êxodo de cidades históricas

Israel declara região ao sul do rio Zahrani zona militar, obriga milhares a fugir, enquanto os EUA evitam bombardeios em Beirute mas permitem expansão da ofensiva, às vésperas de negociações trilaterais.

Geopolítica5 veículos3 idiomas2 min de leituraAtualizado 04:12

Israel declarou, na quarta-feira, uma vasta faixa do sul do Líbano como “zona de combate”, ordenando a retirada de civis para norte do rio Zahrani. A ordem, inédita desde o cessar-fogo de 16 de abril, foi acompanhada por mais de 120 ataques aéreos que atingiram Tiro, Nabatieh e o vale de Bekaa, provocando um êxodo em massa que recorda os piores dias da guerra de 2006.

O movimento ocorre sob fortes condicionalismos impostos pelos Estados Unidos. Washington deixou claro que não aceita o colapso de edifícios em Beirute nem ataques à periferia sul da capital, uma linha vermelha reforçada por contactos intensos do Presidente libanês, Joseph Aoun, com a administração Trump. Contudo, os americanos não se opuseram à expansão das operações terrestres e aéreas no sul, revelando uma estratégia de contenção seletiva que procura enfraquecer o Hezbollah sem desencadear uma guerra regional capaz de sabotar as negociações com o Irão. Delegações militares dos três países reúnem-se já esta sexta-feira em Washington.

Em Beirute, analistas descrevem a ofensiva israelita como parte de um plano para isolar definitivamente o sul do país e retirar ao Estado libanês qualquer autoridade sobre a região. A ideia de impor um “regresso condicionado” após o conflito ganha corpo, enquanto a máquina militar de Telavive tenta ocupar o máximo de território antes de um eventual novo cessar-fogo. Em paralelo, o Hezbollah prossegue as suas ações e um dos seus responsáveis ameaçou abertamente “retirar a alma” ao poder político libanês, num sinal de que o braço armado do partido continuará a ditar o ritmo da escalada. Teerão, por seu lado, insiste em manter a frente libanesa ligada ao dossiê nuclear, mesmo que isso custe a desintegração do Líbano.

Observadores europeus e brasileiros acompanham com apreensão a espiral de violência, notando a repetição de uma lógica em que o terreno é moldado pela força antes de qualquer solução diplomática duradoura. Para o Líbano, já exausto por crises internas, o risco de se tornar moeda de troca entre Washington e Teerão nunca foi tão elevado. As conversações militares de Washington poderão ser o último dique antes de uma fragmentação ainda mais profunda do país.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa europea continentaleallarmeurgenza

The Israeli military has declared all territory south of the Zahrani River in Lebanon a combat zone and ordered residents to evacuate northward. The warning followed intense air raids and signals a forceful escalation against Hezbollah.

Stampa arabo levante-Maghreballarmeindignazionevittimismo

Arab outlets frame the Israeli push as a strategic project to permanently sever southern Lebanon, depopulate it, and erase state sovereignty. US red lines are portrayed as confined to sparing Beirut, offering no solid guarantees, leaving Lebanon to negotiate under bombardment and with a growing sense of being abandoned.

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