Cozinha caseira e hortas urbanas: tendência global que une prazer e sustentabilidade
Da Argentina à Indonésia, passando por Alemanha e Brasil, cresce o interesse por receitas caseiras e hortas domésticas, impulsionado pela busca de saúde e sustentabilidade.

Na América do Sul, o interesse por receitas caseiras e acessíveis ganhou um impulso nas redes sociais. A chef argentina Maru Botana compartilhou uma versão simplificada da empanada galega, revelando truques para uma massa crocante e recheio tradicional, conteúdo que viralizou entre seus seguidores. Paralelamente, a clássica tarta de espinaca e ricota foi celebrada pela facilidade de preparo em canais de culinária, reforçando a preferência por pratos econômicos e reconfortantes. Essas iniciativas ecoam um movimento observado em outras latitudes.\n\nNa Europa, a chegada da primavera reacende o cultivo doméstico. Na Alemanha, entusiastas aproveitam a temporada de morangos para colher frutas direto do jardim, com dicas que vão da escolha de variedades precoces ao plantio em varandas. Já no Sudeste Asiático, o conceito de “edible garden” — jardins que unem estética e produção de alimentos — conquista indonésios que transformam balkons e pequenos quintais em fontes de tomate, manjericão e pimenta. A sustentabilidade e a busca por ingredientes frescos são os motores comuns.\n\nEssa tendência também se manifesta no Brasil, onde saladas completas à base de grão-de-bico e lentilha ganham espaço nos cardápios de verão. A combinação de leguminosas com vegetais frescos, inspirada na tradição mediterrânea, oferece uma refeição leve, saciante e de fácil digestão, ideal para os dias mais quentes. A adaptação ao gosto local inclui marinadas e temperos que realçam texturas, mostrando versatilidade.\n\nEspecialistas observam que a convergência entre plantar e cozinhar o próprio alimento reflete mudanças comportamentais profundas. A pandemia acelerou a busca por autonomia alimentar, e a crise climática impulsiona escolhas sustentáveis. De Brasília a Lisboa, políticas públicas começam a incentivar hortas urbanas, enquanto chefs e influenciadores disseminam receitas que valorizam ingredientes locais. A expectativa é que essa integração entre cultivo e culinária se consolide como um novo normal, unindo prazer, saúde e consciência ambiental.
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