China denuncia uso de ‘tartarugas-espiãs’ e aviões de reconhecimento em guerra secreta marítima
Pequim acusa agências estrangeiras de empregar animais marinhos com sensores e sobrevoos não autorizados para coletar dados sensíveis em suas águas.

A denúncia do Ministério da Segurança de Estado da China sobre a presença de “tartarugas-espiãs” e outros métodos de vigilância em suas águas territoriais ganhou destaque global. As autoridades chinesas afirmam que agências estrangeiras estariam a fixar sensores em animais marinhos de grande porte, como peixes e tartarugas, para recolher dados sobre temperatura, salinidade e correntes oceânicas, transmitindo-os via satélite. Paralelamente, aviões de reconhecimento japoneses teriam sobrevoado navios de guerra do Dragão a sudeste de Taiwan, elevando a tensão regional, segundo o Il Giornale. Em comunicado na plataforma WeChat, Pequim classificou tais ações como uma “guerra secreta invisível” que ameaça a segurança nacional.\n\nNa perspetiva de Pequim, as atividades enquadram-se num conjunto mais amplo de espionagem marítima, que inclui boias acústicas, drones subaquáticos e dispositivos instalados em embarcações. A retórica oficial sublinha a vulnerabilidade do país face a tecnologias não tripuladas capazes de mapear infraestruturas críticas. Já em meios ocidentais, como The Guardian e Radio Mitre, a notícia foi reportada com algum distanciamento, realçando o ineditismo das acusações chinesas sem as validar. Na imprensa russa, o jornal Vedomosti deu destaque à sofisticação dos equipamentos, ecoando o alerta chinês.\n\nPara observadores em Lisboa e Brasília, o caso tem implicações que ultrapassam o Mar do Sul da China. Países lusófonos com vastas fachadas atlânticas, como Portugal, Brasil e nações africanas de língua oficial portuguesa, poderão vir a enfrentar riscos semelhantes num cenário de crescente militarização dos oceanos. A possibilidade de que fauna marinha seja instrumentalizada para fins de inteligência coloca desafios adicionais à vigilância ambiental e à soberania, num momento em que a competição geopolítica se desloca para o domínio subaquático.\n\nA controvérsia expõe ainda a complexidade das novas formas de coleta de informações, que mesclam o biológico e o tecnológico. Enquanto Pequim reforça as suas capacidades de contraespionagem, Tóquio abstém-se de comentar os sobrevoos, e Washington mantém a presença militar no Indo-Pacífico. Analistas preveem que estas acusações possam acelerar a regulação internacional do uso de dados oceanográficos e intensificar a desconfiança entre as potências. No longo prazo, a natureza colaborativa de certas pesquisas marinhas poderá ceder espaço a uma lógica de segurança, com potenciais impactos para a cooperação científica nos países de língua portuguesa.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
O ministério da Segurança chinês alerta que agências estrangeiras usam tartarugas e peixes com sensores para roubar dados marítimos sensíveis. O aviso nas redes sociais fala de uma guerra submarina invisível e de uma ameaça grave. As tensões também aumentam devido a alegados voos espiões japoneses perto de Taiwan.
O ministério da Segurança chinês anunciou a descoberta de tartarugas e peixes com sensores espiões, alegando que serviços estrangeiros travam uma guerra secreta invisível no mar. A alegação é relatada com certo distanciamento, sugerindo ceticismo em relação à ameaça representada por animais marinhos.
A China alerta sobre tartarugas e peixes espiões usados por agências estrangeiras para roubar informações marítimas. Em uma postagem nas redes sociais, o ministério da Segurança fala de uma guerra secreta invisível e uma séria ameaça à segurança nacional.
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