Bellingham aponta falhas do Euro 2024 e vê Inglaterra mais unida no Mundial
Jude Bellingham admite desunião no Europeu, mas garante equipa mais coesa para o Mundial 2026; Tuchel afasta favoritismo.

À medida que o Mundial de 2026 arranca nos Estados Unidos, Canadá e México, a seleção inglesa procura deixar para trás as feridas do Euro 2024. Jude Bellingham, estrela do Real Madrid, revelou que a falta de coesão fora de campo prejudicou a equipa na final perdida para Espanha, mas garante que a lição foi aprendida. Em simultâneo, o técnico Thomas Tuchel rejeita o rótulo de favorito, apontando para Argentina e França como referências mais sólidas.
Em entrevista ao programa Lions’ Den da federação inglesa, Bellingham admitiu: “No Europeu errámos algumas coisas fora do campo”. O médio sentiu-se “um pouco bode expiatório” pelo fracasso, mas sublinhou que a experiência serviu para fortalecer os laços do grupo. “Agora sinto o grupo mais conectado do que nunca”, afirmou, acrescentando que “todos precisam de se sentir amados” para render ao máximo. As palavras ecoam num balneário que, segundo fontes próximas, vive um ambiente de maior empatia e compreensão mútua.
Tuchel, por seu lado, mantém os pés assentes no chão. A qualificação foi um passeio — oito vitórias, 22 golos marcados, nenhum sofrido — mas o alemão recusa euforias. “Não vejo porque nos devemos sobrecarregar como grandes favoritos”, disse, citando a Argentina de Messi e a França de Mbappé como exemplos de equipas com história recente de títulos. A última conquista inglesa data de 1966, um jejum que a imprensa local insiste em recordar.
No arranque da prova, o México derrotou a África do Sul por 2-0, enquanto a Inglaterra só entra em campo na próxima quarta-feira, frente à Croácia, em Arlington, Texas. Na perspetiva de Brasília, onde a seleção brasileira também carrega o peso de expectativas, observa-se que a trajetória inglesa ilustra a dificuldade de transformar talento individual em sucesso coletivo. Já em Lisboa, onde Portugal vive dilemas semelhantes, comenta-se que a gestão de egos e a química do grupo podem ser o diferencial decisivo.
Resta saber se a nova coesão e a abordagem pragmática de Tuchel serão suficientes para quebrar seis décadas de frustração. A Inglaterra parte com armas renovadas, mas a pressão de um país inteiro e a concorrência feroz no continente americano prometem testar cada fibra da equipa de Jude Bellingham.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
The coverage highlights England's smooth qualifying campaign and focuses on the team's internal dynamics, emphasizing unity and the need for players to feel loved. It adopts a pragmatic tone, noting that while England cruised through qualifying, the real test comes against top teams. The narrative centers on player comments rather than hype.
The reporting emphasizes that despite being widely considered a favorite, coach Thomas Tuchel rejects that label, pointing to more recent champions like Argentina and France. The frame is one of cautious realism, downplaying expectations and focusing on the gap between perception and reality. There is an undercurrent of skepticism towards pre-tournament hype.
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