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Barcelona se revolta com arbitragem e fala em 'roubo' na eliminação da Champions

Presidente Laporta e atacante Raphinha acusam juízes de 'vergonha' e 'jogo roubado' contra o Atlético de Madrid; imprensa alemã aponta 'modo lamúria', e UEFA avalia processo disciplinar.

Sociedade5 veículos3 idiomas3 min de leituraAtualizado 08:56

A eliminação do Barcelona nos quartos de final da Liga dos Campeões, após derrota agregada de 3-2 para o Atlético de Madrid, desencadeou uma reação feroz da direção e do elenco catalão, centrada na arbitragem. O presidente Joan Laporta chamou de “uma vergonha” e “intolerável” a atuação do árbitro francês Clément Turpin e do VAR, enquanto o atacante brasileiro Raphinha, lesionado e fora dos dois jogos, foi o símbolo da indignação ao afirmar que “esta eliminatória nos foi roubada”. As palavras, proferidas nas catacumbas do Metropolitano, ecoaram de imediato e amplificaram um sentimento de perseguição que, na perspetiva de Brasília, ressoa com as queixas que o futebol sul-americano tantas vezes dirige aos juízes europeus.

A imprensa alemã não poupou o clube. Em tom de análise, observou que o Barcelona entrou em “modo lamúria” após o apito final, sublinhando que tanto no jogo de ida como na volta a equipa de Hansi Flick terminou com dez jogadores — Eric García e um companheiro expulsos em lances distintos. A cobertura britânica registou que Raphinha não se limitou a atacar Turpin, mas também o romeno Istvan Kovacs, árbitro do primeiro duelo, acusando ambos de “roubo”. Já a imprensa mexicana deu destaque à fúria institucional de Laporta, que felicitou o adversário, mas frisou a “intolerável” atuação do vídeoárbitro. Essa divergência de tons mostra como a mesma indignação pode ser lida como explosão legítima de um gigante ferido ou como recusa em aceitar os próprios erros.

Observadores em Lisboa notam que a linguagem do “roubo” tem um peso particular no debate lusófono, onde casos polémicos de arbitragem na Champions já alimentaram teorias de favorecimento às equipas de maiores mercados. Raphinha, figura central da seleção brasileira, tornou-se involuntariamente um ponto de união entre a frustração do balneário e a perceção de que o Barcelona é “sempre o lado bom que perde”, como questionou a imprensa suíça, elevando a queixa a um lamento quase filosófico. Enquanto isso, o técnico Flick optou pela desescalada, recusando-se a comentar as decisões, mas o estrago estava feito.

As consequências podem ir além do desabafo. A UEFA avalia a abertura de um processo disciplinar contra Raphinha pelas declarações, o que poderá resultar em suspensão no início da próxima edição europeia, adensando um ciclo de tensão entre o clube catalão e os organismos que regem o futebol. A longo prazo, o episódio reforça uma narrativa de vitimização que, se por um lado mobiliza a torcida, por outro arrisca desviar o foco das fragilidades que a equipa revelou nos momentos decisivos — um dilema que perseguirá o Barcelona na reconstrução sob o comando de Flick.

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Excelsior
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Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ)
The Independent
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