Ataque ucraniano a 1.600 km atinge refinarias russas no Dia da Rússia
Ofensiva com drones provoca feridos, evacuações e cancela celebrações em Tartaristão, enquanto Moscovo reforça ataques a infraestruturas na Ucrânia.

Na madrugada de sexta-feira, quando a Rússia se preparava para celebrar o seu feriado nacional, a Ucrânia lançou uma vaga de drones que atingiu alvos industriais na república do Tartaristão e na região de Samara, a mais de 1.600 quilómetros da fronteira. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas quando um dos aparelhos se abateu sobre um edifício residencial em Nizhnekamsk, segundo o autarca Radmir Beliaev, que ordenou a evacuação de mais de 20 moradores para abrigos temporários e o cancelamento de todos os eventos públicos previstos para o Dia da Rússia.
Os impactos concentraram-se na refinaria Taneco e na unidade petroquímica Nizhnekamskneftekhim — a maior produtora russa de borracha sintética e plásticos —, bem como numa fábrica de borracha em Togliatti, na região de Samara. O Estado-Maior ucraniano confirmou incêndios em ambas as refinarias e sublinhou que a instalação de Samara produz componentes para combustível sólido de mísseis. O governador do Tartaristão, Rustam Minnikhanov, limitou-se a afirmar que as empresas atacadas estavam a “lidar com as consequências”, sem adiantar detalhes sobre os danos.
A investida coincide com um momento simbólico: este ano, o Kremlin transferiu o tradicional concerto da Praça Vermelha para um recinto fechado por razões de segurança, um mês após um desfile do Dia da Vitória já desprovido de blindados. Na perspetiva de analistas em Brasília, a operação demonstra a crescente capacidade ucraniana de projetar força muito além da linha de contacto, visando infraestruturas energéticas críticas e atingindo o moral da população russa no próprio dia em que se celebra a fundação da Federação.
Moscovo retaliou com ataques noturnos a estações ferroviárias e subestações elétricas na Ucrânia, num padrão de desgaste mútuo que se intensifica no quinto ano de guerra. Enquanto Kiev procura estrangular a logística energética russa — causando já escassez de combustível na Crimeia e noutras regiões —, o Kremlin tenta paralisar as redes de transporte do adversário. Observadores em Lisboa notam que o alargamento geográfico dos embates a alvos tão distantes como os Montes Urais sinaliza uma nova fase no conflito, com drones de fabrico doméstico a redefinir as noções de profundidade estratégica.
A coincidência com o feriado nacional amplificou o impacto político dos ataques. O cancelamento das festividades em Nizhnekamsk e a relocalização do concerto moscovita expõem a vulnerabilidade do espaço público russo perante uma ameaça aérea persistente. Para o Brasil e a comunidade lusófona, que acompanham a guerra com apreensão quanto aos seus efeitos globais, esta demonstração de ousadia reacende o debate sobre o prolongamento do conflito e os riscos de uma espiral de retaliações com impacto nos mercados energéticos e na segurança alimentar.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
Na noite, tanto a Ucrânia quanto a Rússia realizaram ataques com drones. A Ucrânia atingiu uma refinaria e um prédio residencial no Tartaristão, ferindo quatro pessoas, enquanto um ataque russo em Sumy matou uma mulher. A cobertura é distanciada, ressaltando as vítimas civis de ambos os lados.
Ucrânia e Rússia trocaram ataques de drones contra infraestruturas energéticas. A Ucrânia atingiu uma planta petroquímica e um prédio residencial no Tartaristão, ferindo três, enquanto a Rússia atacou estações ferroviárias e subestações elétricas na Ucrânia. A imprensa anglo-saxônica relata com pragmatismo, observando a intensificação dos ataques ucranianos de longo alcance a refinarias russas e a consequente escassez de combustível.
A Ucrânia lançou um ataque terrorista com drones contra a pacata cidade de Nizhnekamsk, no Tartaristão, no Dia da Rússia, atingindo um prédio residencial e ferindo civis inocentes. O ataque à refinaria é sabotagem econômica. As forças russas responderam com ataques cirúrgicos contra infraestrutura militar na Ucrânia, protegendo a população.
Tanto a Ucrânia quanto a Rússia realizaram ataques com drones, escalando o conflito. A Ucrânia atingiu instalações petrolíferas e uma área residencial no Tartaristão, enquanto a Rússia atacou infraestrutura em Sumy. A comunidade internacional deve pedir contenção e retorno às negociações para evitar mais desestabilização dos mercados globais de energia e da segurança regional.
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