Apple lança Siri AI mas exclui Europa em novo braço de ferro com Bruxelas
Assistente renovado com IA generativa fica de fora da UE; Comissão responsabiliza gigante tecnológica por incumprimento das regras de interoperabilidade.

Apple finalmente revelou na WWDC 2026 o Siri AI, versão profundamente renovada do seu assistente virtual, mas o anúncio foi ensombrado pela exclusão imediata do mercado europeu. A decisão, comunicada pela própria empresa, reacendeu o conflito com Bruxelas, que acusa a gigante de Cupertino de não ter conseguido adaptar a ferramenta às exigências de privacidade e segurança do Regulamento dos Mercados Digitais (DMA).
Na perspetiva de Lisboa e de outras capitais da UE, o braço de ferro revela a tensão entre inovação e soberania regulatória. O porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, afirmou que a decisão de não disponibilizar o Siri AI na União Europeia “é da inteira responsabilidade da Apple”, sublinhando que a empresa “simplesmente não foi capaz de desenvolver soluções de interoperabilidade que cumprissem as normas essenciais de privacidade e segurança”. Em Itália, meios como o Wired salientaram que a nova Siri, capaz de agir entre aplicações e ler ecrãs, exigirá uma espera por tempo indeterminado.
A par da polémica regulatória, a conferência de programadores expôs uma aliança estratégica que gera debate: a Apple recorreu ao modelo Gemini da Google para turbinar a inteligência do Siri. O pacto, já sinalizado em janeiro, foi descrito pelo Le Temps como um movimento que “ilustra as relações cada vez mais incestuosas no digital”. Nos Estados Unidos, a cobertura da Business Insider centrou-se na integração profunda do assistente e no rebatismo para “Siri AI”, sinal de que, para o mercado norte-americano, o atraso na UE não ofuscou o feito tecnológico.
Observadores em Brasília notam que o episódio tem ecos para além do Atlântico Norte. A firmeza de Bruxelas pode influenciar o debate regulatório no Brasil, onde a LGPD e discussões sobre regulação de plataformas digitais ganham corpo. Já os países africanos de língua oficial portuguesa, como Angola e Moçambique, não estão abrangidos pelas restrições da UE, mas a fragmentação regulatória global pode levar a Apple a adotar estratégias diferenciadas de lançamento, atrasando também a chegada da novidade a esses mercados.
Com o Siri AI ainda em fase de testes para programadores e com uma versão beta pública prevista para os próximos meses, a aposta da Apple na IA generativa como chave para manter o seu ecossistema fechado enfrenta um teste decisivo. Enquanto os utilizadores europeus aguardam, a empresa terá de demonstrar que consegue conciliar a sua promessa de privacidade com as exigências de abertura impostas pelo DMA – ou arriscar-se a perder terreno frente a concorrentes que já operam com menos atritos regulatórios.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
A Apple não conseguiu adaptar sua ferramenta de IA aos requisitos europeus de privacidade e segurança. O porta-voz da Comissão Europeia afirmou que a Apple simplesmente não foi capaz de desenvolver soluções de interoperabilidade e que a decisão de não lançar o Siri AI na UE é exclusivamente da empresa. Não há desculpas externas para o atraso.
A Apple acusa as regras europeias de interoperabilidade de bloquear o Siri AI, deixando os consumidores europeus sem o assistente inteligente. Bruxelas rejeita as acusações e diz que a Apple não soube se adaptar, mas o embate normativo acentua o fosso tecnológico. Enquanto o mundo experimenta o novo Siri, a Europa assiste à espera.
A Apple lançou oficialmente o iOS 27 com o Siri AI, um assistente digital muito mais inteligente e capaz. A nova versão entende o contexto, interage entre apps e fornece respostas naturais, um verdadeiro triunfo tecnológico. A atualização chegará a muitos modelos de iPhone, mostrando um caminho pragmático.
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