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terça-feira, 9 de junho de 2026 · Edição das 16:00 CET

Urso capturado no Japão após quatro dias de pânico e fecho de 94 escolas

Animal foi tranquilizado em Utsunomiya, enquanto o país enfrenta número recorde de ataques: 238 vítimas em 2025. Outro urso continua a monte em Fukushima. A crise reacende alertas sobre a convivência entre humanos e fauna selvagem.

Sociedade20 veículos8 idiomas3 min de leituraAtualizado 19:57

A cidade japonesa de Utsunomiya, a norte de Tóquio, recuperou a normalidade na terça-feira depois de quatro dias de medo e escolas fechadas: um urso-negro que percorria ruas, centros comerciais e campus universitários foi finalmente capturado. Dezenas de caçadores e polícias, apoiados por helicópteros, cercaram uma casa onde o animal se refugiara e dispararam um dardo tranquilizante. A operação, descrita como dramática por residentes, pôs fim a uma crise que levou ao encerramento das 94 escolas primárias e secundárias do município. “Estou tão aliviado”, desabafou Issei Okabe, de 37 anos, cujo filho estuda numa das escolas atingidas.

O pânico começou no sábado, quando o urso foi visto pela primeira vez perto de um parque. Ao longo dos dias seguintes, acumularam-se dezenas de avistamentos, obrigando as autoridades a emitir alertas e a mobilizar viaturas de som para pedir à população que se abrigasse. Famílias acompanharam as buscas das janelas, enquanto o animal atravessava zonas residenciais e chegou a passar perto de dois jovens, captado por câmaras de vigilância. A operação envolveu uma coligação incomum de caçadores locais, forças policiais e funcionários municipais, que só conseguiram imobilizar o urso depois de uma primeira tentativa de dardo ter falhado.

O episódio insere-se numa escalada de encontros entre ursos e humanos no Japão. Dados do Ministério do Meio Ambiente indicam que, em 2025, os ataques a pessoas atingiram o valor recorde de 238 vítimas, com 13 mortes. Só este ano, pelo menos quatro pessoas morreram, incluindo uma mulher de 73 anos em Akita. Em Fukushima, um outro urso “extremamente inteligente”, que já feriu quatro pessoas ao atravessar fábricas e bairros, continua a escapar às autoridades. Especialistas associam a invasão urbana à escassez de bolotas nas florestas, alimento vital para a espécie, e à hibernação mais curta, fenómenos agravados pelas alterações climáticas. O governo criou uma força-tarefa, mas a “guerra dos ursos”, como lhe chama a imprensa italiana, está longe de terminar.

Na perspetiva de Lisboa e de São Paulo, o caso japonês ecoa tensões conhecidas. Em Portugal, a expansão de javalis em meios urbanos e, no Brasil, a presença de capivaras e até de onças em cidades mostram como o desequilíbrio entre habitats naturais e urbanização pressiona a convivência com a fauna selvagem. Para observadores em Brasília, a resposta japonesa — que combina contenção local, dardos anestésicos e encerramento preventivo de escolas — oferece um modelo de gestão de crise que, embora pontual, não resolve a raiz do problema. Em Maputo ou Luanda, onde conflitos com hipopótamos e crocodilos são frequentes, a experiência nipónica sublinha a urgência de políticas integradas de ordenamento do território e de literacia ecológica, num planeta em que o “selvagem” bate cada vez mais à porta.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Após quatro dias de buscas com a participação de policiais e caçadores, o urso que obrigara o fechamento de todas as 94 escolas públicas de Utsunomiya foi capturado com um dardo tranquilizante. Os moradores expressaram alívio, já que o animal havia sido avistado repetidamente perto de residências e equipamentos públicos. As autoridades locais relataram um aumento de ocorrências com ursos em todo o país e estão a trabalhar para acalmar a população.

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A saga do urso que assustou uma cidade japonesa e fechou quase cem escolas foi tratada como uma curiosidade exótica, frequentemente lado a lado com peças locais sobre insetos invasores ou cães agressivos. A cobertura centrou-se nos invulgares encerramentos escolares e no alívio após a captura, com pouca exploração do conflito homem-animal subjacente. Uma história distante, relatada com distanciamento e sem sentimento de ameaça para o público interno.

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Durante dias, um urso manteve Utsunomiya em estado de pânico, mantendo 94 escolas fechadas e famílias trancadas em casa enquanto polícias e caçadores tentavam localizá-lo. Descrito por alguns como parte de uma 'guerra dos ursos', o episódio sublinha a crescente vaga de incursões de ursos-negros em zonas urbanas japonesas. Especialistas e autoridades lançam o alerta para uma agressividade crescente, com vários encontros fatais já este ano.

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A captura do urso-negro que literalmente paralisou Utsunomiya foi o desfecho de uma megaoperação dramática de vários dias, com mobilização de policiais, caçadores e emissoras de televisão. O episódio expôs a crise crescente de ataques de ursos no Japão, um fenômeno que agora atinge áreas densamente povoadas. As autoridades criaram uma força-tarefa para enfrentar uma ameaça que já provocou feridos e manteve cidades inteiras em alerta.

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MillenniuM9 de jun., 17:18
Le Figaro9 de jun., 14:31
Prothom Alo9 de jun., 17:18
France 249 de jun., 18:18
The Mainichi Shimbun9 de jun., 14:33
An-Nahar9 de jun., 17:20
CNN Arabic9 de jun., 18:19
Libero Quotidiano9 de jun., 14:58