Suécia divulga lista para a Copa de 2026 com Isak e Gyökeres; promessa do Barça fica de fora
A seleção escandinava foi a segunda a anunciar os 26 convocados, apostando num ataque liderado por estrelas da Premier League para o regresso ao Mundial após oito anos.

A Suécia tornou-se na terça-feira, 12 de maio, a segunda seleção a divulgar a lista definitiva de 26 jogadores para o Campeonato do Mundo de 2026, horas depois de a Bósnia-Herzegovina ter aberto o precedente. O treinador inglês Graham Potter dispensou a etapa intermédia das pré-convocatórias alargadas e avançou diretamente para os nomes que disputarão a fase de grupos na América do Norte.
No ataque, a grande arma nórdica reside num trio que mistura velocidade e técnica: Viktor Gyökeres, artilheiro do Arsenal recém-saído da final da Liga dos Campeões, Alexander Isak, goleador do Liverpool, e Anthony Elanga, extremo do Newcastle. Atrás deles, jogadores como Victor Lindelöf e Lucas Bergvall trazem solidez e conhecimento do futebol inglês. A grande surpresa foi a ausência de Roony Bardghji, jovem promessa do Barcelona que alimentava expectativas na imprensa europeia e se viu preterido numa lista que prefere a experiência ao talento emergente. A Suécia regressa assim a um Mundial depois de ter falhado a edição de 2022, obtendo a qualificação numa repescagem dramática contra a Polónia (3-2).
O conjunto escandinavo integra o Grupo F, onde enfrentará Tunísia na estreia, os Países Baixos e o Japão. Observadores em Lisboa notam que a definição precoce do plantel sueco contrasta com o secretismo habitual das principais seleções europeias, enquanto a comunicação social brasileira assinala o peso da Premier League no esqueleto da equipa. Nos países africanos de língua oficial portuguesa, a presença da Tunísia no grupo desperta um interesse adicional, por se tratar de um adversário frequente das seleções lusófonas do continente nas eliminatórias.
Na perspetiva de Brasília, a ausência de Bardghji reacende o debate sobre a dificuldade de jovens promessas se afirmarem em convocatórias de grandes torneios, mesmo quando associadas a clubes de elite como o Barcelona. Analistas argentinos sublinham que, ao lado da Bósnia, a Suécia inaugurou uma tendência de antecipação que poderá ser seguida por outras federações nos próximos dias, eliminando a habitual incerteza das listas de pré-selecionados.
A Suécia aposta numa mescla de hierarquia e juventude controlada, acreditando que a química do trio ofensivo pode fazer a diferença num grupo equilibrado. Depois de oito anos de ausência e de uma qualificação quase milagrosa, o regresso nórdico ao Mundial carrega a expectativa de voltar a surpreender as defesas adversárias numa competição que, pela primeira vez, se dispersa por três países anfitriões.
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