Deschamps surpreende ao anunciar lista francesa para o Mundial de 2026 com Risser, Lacroix e Mateta
Selecionador deixa Camavinga e Kolo Muani fora da convocatória final, aposta no jovem guarda-redes do Lens e no regresso de Mateta, enquanto Mbappé lidera a equipa rumo à América do Norte.

A França apresentou a convocatória final para o Mundial de 2026 com uma inesperada renovação. Didier Deschamps, que viverá o seu último torneio à frente dos Bleus, surpreendeu ao incluir o jovem guarda-redes Robin Risser, do Lens, e os defesas Maxence Lacroix e Jean-Philippe Mateta, ao mesmo tempo que deixou de fora nomes consolidados como Eduardo Camavinga e Randal Kolo Muani. A lista, anunciada no dia 14 de maio em direto na TF1, marca o arranque da campanha rumo ao troféu erguido em 1998 e 2018.
Na conferência de imprensa, o selecionador admitiu estar «gonflé à bloc» para o desafio que decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. Sublinhou o peso emocional das «últimas» decisões, mas reforçou que a seleção está acima de tudo. Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé encabeçam um plantel que mescla juventude e experiência, com 11 jogadores que já haviam disputado a final de 2022.
Entre as ausências, Camavinga e Kolo Muani são as mais comentadas. Observadores em Paris atribuem as exclusões a questões táticas e à concorrência interna. Em Brasília, analistas destacam que a opção por Mateta — pouco rodado na seleção principal — sinaliza a aposta na capacidade física e no futebol aéreo para enfrentar defesas sul-americanas, um traço que também interessa a Portugal, onde se vê com bons olhos a reintegração de avançados de choque. Risser, eleito o melhor guarda-redes da Ligue 1 nos troféus UNFP, foi preferido a Lucas Chevalier, que perdeu a titularidade no PSG, revelando a confiança de Deschamps nos jovens talentos da defesa.
A estreia francesa está marcada para 16 de junho, frente ao Senegal, num reencontro que evoca a surpresa do Mundial de 2002. A imprensa brasileira aponta a França como uma das principais favoritas, lado a lado com a seleção canarinha e a Argentina. Para a comunidade lusófona, o interesse reside na possibilidade de um confronto com Portugal ou Brasil nas fases a eliminar, o que reacenderia rivalidades históricas.
O último capítulo da era Deschamps carrega a ambição de um terceiro título mundial, mas também o desafio de gerir um balneário de estrelas sem espaço para todos. As escolhas do técnico, ainda passíveis de um derradeiro ajuste, já desenham o perfil de uma França mais vertical e menos previsível — traço que pode decidir o destino da taça na América do Norte.
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