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terça-feira, 9 de junho de 2026 · Edição das 10:00 CET

Mais de 30 mortos em debandada no Haiti; temporal faz três vítimas na Alemanha

Durante o fim de semana da Páscoa, uma multidão sufocou nas galerias da fortaleza haitiana de Laferrière; na Alemanha, uma árvore caiu sobre caçadores de ovos, matando três pessoas.

Sociedade9 veículos4 idiomas2 min de leituraAtualizado 10:35

Pelo menos 30 pessoas morreram e outras ficaram feridas numa debandada ocorrida este sábado na Cidadela Laferrière, no norte do Haiti, património mundial da UNESCO e um dos mais emblemáticos monumentos do país. O incidente deu-se no contexto de um encontro pascal que atraiu um número excecional de visitantes à fortaleza, situada na localidade de Milot. O primeiro-ministro haitiano, Alix Didier Fils-Aimé, declarou que a tragédia aconteceu “durante um evento turístico que contou com a participação de muitos jovens” e anunciou a abertura de uma investigação, mobilizando todas as autoridades competentes para apoiar as famílias afetadas.

O autarca de Cap-Haïtien, Patrick Almonor, advertiu que o número de vítimas pode aumentar, uma vez que as operações de resgate ainda não haviam sido concluídas. As primeiras informações recolhidas apontam para uma súbita falta de oxigénio nas galerias da cidadela, agravada por condições meteorológicas adversas — chuvas fortes e ventos intensos — que terão precipitado o pânico entre os presentes. A Proteção Civil do departamento do Norte do Haiti, chefiada por Jean Henri Petit, confirmou que o balanço continua provisório.

No mesmo fim de semana pascal, uma outra tragédia, de natureza distinta, ensombrou a Alemanha. No estado de Schleswig-Holstein, uma árvore de cerca de 30 metros de altura caiu durante uma caça aos ovos da Páscoa organizada por um centro de acolhimento para mães e crianças, matando uma jovem de 21 anos, o seu bebé de 10 meses e uma adolescente de 16 anos. Uma quarta pessoa, de 18 anos, foi hospitalizada em estado grave. A responsável pela instituição defendeu a realização da atividade, apesar das condições meteorológicas adversas, sublinhando que se seguiram as avaliações de risco disponíveis.

Na perspetiva de Brasília, a comoção é ampliada pela presença de uma numerosa diáspora haitiana no Brasil, que mantém laços estreitos com as comunidades do norte do Haiti. Observadores em Lisboa notam que as celebrações pascais, que em Portugal movimentam multidões em procissões e romarias, raramente são acompanhadas de planos de contingência para eventos meteorológicos extremos, uma lacuna que as alterações climáticas tornam cada vez mais premente. Ambas as ocorrências, embora de causas imediatas diferentes, expõem a vulnerabilidade de grandes aglomerações em espaços históricos ou ao ar livre, exigindo uma reflexão sobre protocolos de segurança e a capacidade de resposta das autoridades em contextos festivos.

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Le Monde
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