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Leningrado recruta veteranos de guerra para defesa antidrone após ataques a terminais

Governador anuncia criação de 54 novos grupos móveis de fogo, com contratos de três anos, após incursões que reduziram em 40% a capacidade de exportação de petróleo.

Geopolítica6 veículos2 idiomas3 min de leituraAtualizado 08:59

A região de Leningrado, no noroeste da Rússia, acelerou a formação de grupos móveis de defesa antiaérea recorrendo a veteranos da guerra na Ucrânia e a antigos militares soviéticos e russos. O governador Alexander Drozdenko comunicou a decisão após reunião do quartel-general operacional, determinando o reforço imediato de infraestruturas críticas – incluindo terminais de exportação de petróleo – que têm sido alvo de ataques com drones desde meados de março. As incursões, atribuídas a Kiev, terão contribuído para uma redução estimada de 40% na capacidade de exportação petrolífera russa, segundo relatos da imprensa internacional [A3].

O plano prevê a incorporação de mais 54 unidades móveis às 80 já existentes, devendo estar operacionais até 1 de junho [A3]. Os novos “grupos móveis de fogo” serão estacionados em empresas e instalações críticas e ficarão à disposição do 6.º Exército da Guarda Aérea e das forças de defesa antiaérea [A2][A5][A7]. O governador apelou a veteranos da “operação especial” e a antigos soldados para que assinem contratos de três anos através do comissariado militar regional, com a garantia de emprego simultâneo nas próprias infraestruturas que defenderão [A4][A6][A7]. O período máximo de permanência em regime de quartel será de dois a seis meses, permitindo que os reservistas mantenham vínculo laboral civil [A5][A6].

Os exercícios de preparação já decorreram num polígono da região, incluindo treinos de tiro real contra alvos aéreos e ações de coordenação entre as unidades [A1]. O financiamento para a aquisição de viaturas e equipamento será partilhado entre o governo regional e as empresas envolvidas [A5][A7]. A mobilização insere-se num contexto de intensificação dos ataques com drones a pontos nevrálgicos da logística energética russa, que têm exposto vulnerabilidades nas defesas aéreas do país.

Observadores em Lisboa sublinham que a degradação da segurança das infraestruturas petrolíferas russas tem consequências diretas nos mercados globais de energia, afetando economias lusófonas dependentes da volatilidade do preço do crude, como Angola e Moçambique. Na perspetiva de Brasília, a incorporação de veteranos na defesa territorial pode ser vista como um exemplo de como antigos combatentes podem ser reaproveitados em tarefas de segurança interna, embora com riscos de sobreposição entre funções civis e militares. Analistas em Moscovo encaram a medida como uma admissão tácita da insuficiência dos sistemas tradicionais de defesa antiaérea face à ameaça assimétrica dos enxames de drones.

A eficácia destas unidades móveis dependerá da rapidez de mobilização e da capacidade de integração com os sistemas eletrónicos de deteção. A decisão pode antecipar uma tendência mais ampla de militarização da proteção de infraestruturas civis no espaço pós‑soviético. A região de Leningrado, porta de saída para importantes fluxos de exportação, torna‑se assim laboratório de um novo modelo de defesa que mistura reserva militar, empregadores civis e urgência de guerra.

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