Grossi condena ataque com drone à central nuclear de Barakah e elogia prontidão dos Emirados
Diretor-geral da AIEA visitou as instalações após o incidente, reafirmou a proteção jurídica de sítios nucleares pacíficos e classificou a resposta como um “teste de fogo” que comprovou a eficácia dos sistemas de segurança.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, condenou de forma inequívoca o ataque com drone contra a central nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, classificando qualquer ação contra instalações nucleares pacíficas como “totalmente inaceitável”. A declaração foi feita durante uma visita ao local, no início de junho, após um enxame de drones ter visado a região de Al Dhafra. Grossi detalhou que um dos aparelhos atingiu um posto elétrico junto ao terceiro reator, mas que a perda de energia externa levou a um desligamento automático e seguro da unidade, sem qualquer libertação de material radioactivo.
As autoridades emiratis reagiram em minutos, segundo relatos de Abu Dhabi, mobilizando os protocolos de emergência que isolaram o gerador danificado no perímetro exterior. A resposta célere impediu que o incidente evoluísse para uma crise de segurança nuclear e reforçou a confiança internacional no programa civil do país. A central de Barakah, a primeira central nuclear comercial do mundo árabe, produz anualmente cerca de 40 terawatts-hora de eletricidade limpa, satisfazendo aproximadamente 25% da procura nacional e posicionando os EAU como líder global em geração per capita de energia limpa há seis anos consecutivos.
O ataque, atribuído a milícias que operam a partir do Iraque, foi um dos vários episódios de hostilidade transfronteiriça que motivaram um encontro de alto nível entre o ministro dos Negócios Estrangeiros emirati, xeque Abdullah bin Zayed Al Nahyan, e Grossi. Durante a reunião, as duas partes discutiram as repercussões dos “ataques terroristas não provocados” com mísseis e drones contra instalações civis, que, na leitura de Abu Dhabi, ameaçam a segurança regional, as rotas marítimas internacionais e a estabilidade dos mercados energéticos globais. Observadores no Golfo sublinham que a escolha de um alvo nuclear revela uma escalada qualitativa na tensão regional.
Na conferência de imprensa em Abu Dhabi, Grossi descreveu o episódio como um “teste de fogo” que demonstrou a maturidade da arquitetura de segurança nuclear emirati. A AIEA ofereceu apoio técnico e moral, sublinhando que o direito internacional humanitário confere proteção absoluta a instalações nucleares pacíficas. A visita permitiu ainda ao diretor-geral inspecionar os simuladores avançados de treino da central e dialogar com engenheiros locais, reforçando a imagem de um programa alicerçado na transparência e no desenvolvimento de competências nacionais.
A resiliência de Barakah ecoa além do Golfo. Para países lusófonos que aspiram a integrar a energia nuclear na sua matriz – como o Brasil, que já opera Angra dos Reis, ou nações africanas que ensaiam os primeiros passos – o incidente expõe a necessidade de protocolos robustos contra ameaças assimétricas e de uma governança internacional que criminalize com clareza os ataques a centrais civis. A prontidão dos EAU, validada pela AIEA, poderá servir de referência, enquanto cresce a pressão diplomática para que futuros acordos de segurança coletiva incluam salvaguardas específicas para infraestruturas nucleares pacíficas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
The United Arab Emirates' peaceful nuclear programme, a beacon of clean energy security, withstood an unprovoked Iranian terrorist attack that targeted the Barakah plant. Emirati authorities responded promptly, and the IAEA director praised the nation's high safety and transparency standards. Iran is accused of launching missile and drone strikes against civilian sites, threatening regional stability.
The IAEA is providing technical and moral support to the United Arab Emirates after a drone attack near the Barakah nuclear plant. Authorities shut down a reactor due to loss of external power, and the drone was launched from Iraq. The agency does not assign blame but highlights the swift Emirati response.
The IAEA chief deemed an attack on a nuclear facility unacceptable after visiting the Barakah site, which was struck by a drone. Nuclear installations must never be targeted, and the swift, professional response by Emirati officials contained the damage. The agency stresses the need to shield peaceful nuclear sites under international law.
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