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segunda-feira, 8 de junho de 2026 · Edição das 20:00 CET

Golo no último suspiro leva Hull City à Premier League em final envolta em espionagem

Oli McBurnie marcou nos descontos e garantiu a subida do Hull City, numa final de playoff marcada pelo caso de espionagem 'Spygate', que afastou o Southampton e deu uma segunda oportunidade ao Middlesbrough.

Esporte11 veículos4 idiomas3 min de leituraAtualizado 05:24

O Hull City regressou à Premier League da forma mais dramática possível. No sábado, no estádio de Wembley, um golo de Oli McBurnie no quinto minuto dos descontos — após erro do guarda-redes Sol Brynn — garantiu a vitória por 1-0 sobre o Middlesbrough no 'jogo mais caro do mundo'. A promoção, avaliada em cerca de 2,5 mil milhões de coroas suecas (aproximadamente 250 milhões de euros), foi a cereja num percurso impensável para um clube que começou a época sob embargo de transferências e apontado à despromoção.

A final, porém, não pode ser contada sem o escândalo de espionagem que a envolveu. O Middlesbrough, treinado pelo sueco Kim Hellberg, tinha sido derrotado pelo Southampton nas meias-finais, mas o Southampton foi excluído da prova depois de ter sido considerado culpado de filmar treinos do adversário. O chamado 'Spygate' abriu caminho a uma segunda vida para o Middlesbrough, mas a equipa de Hellberg acabou por cair perante o oportunismo de McBurnie. A imprensa sueca, com desilusão, salientou o amargo destino do técnico, que esteve a um passo da máxima divisão inglesa, enquanto no Reino Unido se destacou a catarse de um Hull City que superou um historial recente de dificuldades financeiras e desportivas, incluindo um 18.º lugar na sua última passagem pelo escalão principal, em 2016/17.

Os ecos da façanha chegaram também ao norte de África. Os diários argelinos deram grande relevo à presença do médio Mohamed Belloumi nas celebrações do Hull, envergando a bandeira da Argélia, num sinal da dimensão global que a subida de divisão assume para jogadores e comunidades da diáspora. Na imprensa árabe, a ênfase recaiu sobre o dramatismo do desfecho: o golo no minuto 90+5, a falha de Brynn e a explosão de alegria dos adeptos do Hull, que afinal viram a sua equipa ascender como terceiro promovido, depois de Coventry City e Ipswich Town.

A narrativa do Hull City é também a de uma resiliência quase novelesca. Na perspetiva de observadores em Lisboa e no Rio de Janeiro, onde o futebol inglês é seguido com paixão, impressiona que um clube sem capacidade para contratar e que na época anterior escapara à descida apenas pela diferença de golos tenha conseguido impor-se numa final tão tensa. A acrescentar ao caos, o autocarro da equipa foi vandalizado antes do jogo, com vários vidros partidos, segundo a Sky Sports citada por jornais suecos.

O regresso do Hull City à Premier League, nove anos depois, levanta agora a questão de saber se o clube conseguirá manter-se entre os grandes. A lição de 2017, quando somou apenas 34 pontos, serve de alerta. Contudo, o impacto financeiro da subida e a imagem de equipa indomável que construiu ao longo deste 'playoff' podem servir de alicerce para um projeto mais sólido. O 'Spygate', por seu turno, deixa marcas na credibilidade do Championship e deverá levar a EFL a reforçar os mecanismos de controlo sobre a conduta dos clubes.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Hull City's promotion is overshadowed by the Spygate scandal, which led to Southampton's exclusion and allowed Middlesbrough to reach the final despite losing in the semifinals. The focus is on compromised sporting justice and the match's economic value, estimated at 2.5 billion Swedish kronor. The narrative is critical of the espionage consequences but maintains a detached tone.

Stampa del Golfo arabopragmatismotrionfo

Hull City rises to the Premier League by winning the 'most expensive match in the world' with a 95th-minute goal. The focus is on the sporting achievement and the economic value of promotion, with no mention of the Spygate scandal. The narrative is celebratory and pragmatic, centered on Hull's success.

Stampa arabo levante-Maghrebtrionfo

Hull City's promotion is celebrated with emphasis on Algerian player Mohamed Bloumi's contribution, highlighted as a key figure. The dramatic 95th-minute goal by Oliver McBurnie is described, but national pride for Bloumi dominates the narrative. The Spygate scandal is absent or marginal.

Stampa israelianascetticismodistacco

Hull City's promotion is viewed through the lens of the Spygate scandal: Middlesbrough replaced Southampton, disqualified for espionage. The match is described as dramatic, with a 95th-minute goal worth £200 million. The tone is critical of the irregular circumstances but detached.

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