EUA desabilitam petroleiro com bandeira do Palau a caminho do Irão
Jato F/A-18 atinge sala de máquinas e sistemas de governo de navio vazio após tripulação ignorar advertências. Ação insere-se no cerco naval americano a portos iranianos, com 7 embarcações já neutralizadas.

Forças navais norte-americanas desabilitaram na segunda-feira o petroleiro M/T Mariox, de bandeira do Palau, em águas internacionais do Golfo de Omã, depois de a embarcação rumar a um porto iraniano em violação do bloqueio imposto por Washington. Segundo o Comando Central dos EUA, um caça F/A-18 Super Hornet disparou munições de precisão contra os sistemas de propulsão, governo e a ponte de comando da nave, que viajava vazia e se recusara a obedecer às ordens das forças navais.
A bordo estavam 24 tripulantes indianos, cujo pedido de socorro, obtido pela CNN, relatava um incêndio a bordo e descrevia a situação como um “ataque da Marinha americana”. O petroleiro, identificado também como M/T Marivex ou Marifex em registos diversos, estava sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA desde dezembro, no âmbito das medidas contra o Irão. Autoridades americanas confirmaram que não houve vítimas, mas que a embarcação ficou impossibilitada de prosseguir viagem.
A operação enquadra-se numa campanha mais ampla de fiscalização naval. Dados divulgados pela imprensa iraniana indicam que, desde o início do bloqueio, em 13 de maio, as forças americanas já neutralizaram sete embarcações que não cumpriram as restrições, reencaminharam 134 navios e permitiram a passagem de outras 42 unidades envolvidas em missões humanitárias. O episódio sublinha a escalada de tensão nas rotas marítimas que ligam o Golfo Pérsico ao Índico.
Na perspetiva de Brasília, a ação em águas internacionais reacende o debate sobre a liberdade de navegação e o uso da força contra navios civis, matéria cara a países com extensa costa atlântica. Observadores em Lisboa notam que qualquer perturbação no Golfo de Omã ecoa no mercado energético europeu, ainda vulnerável à volatilidade da região. Já analistas na África lusófona, atentos à segurança das rotas do petróleo que cruzam o Índico, veem o incidente como um teste aos limites da jurisdição unilateral em zonas de trânsito global.
As narrativas contrastam: fontes americanas apresentam o ataque como aplicação legítima de sanções; veículos iranianos denunciam uma ação coerciva que viola o direito internacional. Com o impasse diplomático sobre o programa nuclear iraniano a agravar-se, operações deste tipo arriscam converter o mar de Omã num novo palco de fricção militar, onde a presença de marinhas rivais se torna permanente e o risco de erro de cálculo aumenta.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
As forças americanas aplicaram sanções contra o Irão ao inutilizar um petroleiro vazio que tentava violar o bloqueio. O navio, de bandeira das Ilhas Palau e tripulação indiana, dirigia-se a um porto iraniano quando um caça atingiu com munições de precisão os sistemas de propulsão e governo, imobilizando-o sem causar vítimas.
Washington alega ter inoperacionalizado um petroleiro ligado ao Irão depois de a tripulação alegadamente ter ignorado as ordens. Órgãos de comunicação alinhados com Teerão noticiam que caças americanos atingiram os motores de um navio civil, acusando os EUA de imporem restrições marítimas ilegais contra a República Islâmica. O incidente insere-se num padrão de atos agressivos contra embarcações na região.
O exército americano intercetou um petroleiro com destino ao Irão e abriu fogo, danificando os sistemas de propulsão e governo após a tripulação se recusar a cumprir as ordens. Órgãos de comunicação do Levante e Magrebe apresentam a ação como mais um exemplo da imposição unilateral do bloqueio de Washington aos portos iranianos, levantando dúvidas sobre a legalidade de tais intervenções em águas internacionais.
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