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Cantor D4vd declara-se inocente do homicídio de adolescente encontrada desmembrada no seu Tesla

Artista de 21 anos foi acusado de abuso sexual e assassinato com circunstâncias especiais; corpo de Celeste Rivas Hernandez foi achado no porta-malas de automóvel abandonado em Hollywood.

Legislação7 veículos3 idiomas3 min de leituraAtualizado 07:46

O músico norte-americano D4vd, nome artístico de David Anthony Burke, declarou-se inocente na segunda-feira (20) das acusações de homicídio em primeiro grau e abuso sexual de Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos. O corpo da jovem, desmembrado e em avançado estado de decomposição, fora localizado a 8 de setembro de 2025 no porta-malas de um Tesla registado em nome do cantor, no bairro de Hollywood, em Los Angeles. A descoberta, um dia antes do que seria o 15.º aniversário da vítima, encerrou um longo período de especulação pública e investigação silenciosa que já durava mais de um ano desde o desaparecimento da adolescente, reportado em 2024.

O procurador distrital do condado de Los Angeles, Nathan Hochman, detalhou que Burke enfrenta circunstâncias especiais — emboscada, obtenção de vantagem financeira e eliminação de testemunha — que poderão resultar na pena de morte ou, no limite, em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Em comunicado, Hochman salientou que o artista terá mantido “repetidas relações sexuais obscenas e lascivas” com a menor e, quando esta ameaçou expor os crimes e destruir a sua carreira musical, a terá assassinado, desmembrado e ocultado. A linha cronológica dos acontecimentos, reconstituída por promotores e pela imprensa, indica que o contacto entre o cantor e a vítima remontava a 2023, pouco tempo depois de D4vd ter entrado para a tabela Billboard Hot 100.

A dimensão mediática do caso extravasou as fronteiras norte-americanas, adquirindo contornos distintos consoante as geografias. A imprensa europeia destaca o horror da mutilação e o choque social, com diários como Le Temps a sublinharem a crueldade do crime e o risco de uma pena capital. Na Austrália, os veículos jornalísticos recolocaram no centro do debate as letras do músico — em particular a canção “Oh Celeste”, especulada como referência à vítima, e o tema “Afterlife”, lançado após o desaparecimento. Já a cobertura latino-americana, nomeadamente do México, enfatiza a proximidade simbólica da data do achado com o aniversário da adolescente, transformando o caso numa tragédia de maior ressonância afetiva. A imprensa indiana, por seu lado, forneceu uma síntese factual e contida, refletindo a relevância global de uma celebridade da música alternativa.

Na perspetiva de Brasília, o episódio reaviva o debate sobre a impunidade de figuras públicas e a vulnerabilidade de menores, ecoando casos mediáticos de artistas e influenciadores no Brasil. Observadores em Lisboa notam que a elevada carga sensacionalista da cobertura pode comprometer o direito a um julgamento justo, num contexto em que a justiça portuguesa tem sido cada vez mais confrontada com crimes de natureza sexual contra adolescentes. Em África, a circulação global de narrativas sobre celebridades amplifica a discussão local sobre proteção infantil e a responsabilidade dos agentes culturais. Paralelamente, fontes norte-americanas reportaram um caso distinto de homicídio de uma menina de 10 anos no Alabama, com um menor detido, o que sublinha o clima de alarme social em torno da violência contra crianças. Enquanto os promotores avaliam se pedirão a pena capital, o processo promete manter em tensão a opinião pública e o universo da indústria musical.

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