Árbitro brasileiro comandará abertura do Mundial 2026 no mítico Estádio Azteca
Wilton Sampaio lidera trio brasileiro no México x África do Sul, enquanto um colombiano e um paraguaio integram a equipa; EUA vetam juiz somali, reacendendo o debate sobre vistos no torneio expandido para 48 seleções.

A FIFA anunciou que o juiz brasileiro Wilton Sampaio, de 44 anos, apitará o jogo inaugural do Campeonato do Mundo de 2026, entre México e África do Sul, na próxima quinta-feira, 11 de junho, no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México. Sampaio será auxiliado pelos compatriotas Bruno Pires e Bruno Boschilia, formando um trio totalmente brasileiro no relvado. A partida, que assinala a terceira edição do torneio com o Azteca como palco — depois de 1970 e 1986 —, contará ainda com uma equipa multinacional: o paraguaio Juan Gabriel Benitez será o quarto árbitro, e a imprensa colombiana destaca a presença de um juiz da Colômbia entre os responsáveis pela arbitragem do encontro, embora não confirme o seu nome.
A escolha de Sampaio reflete a continuidade da presença brasileira no topo da arbitragem mundial. O árbitro já participara no Mundial do Qatar, em 2022, e integrara a equipa de vídeo-árbitro (VAR) na sua estreia em Mundiais, na Rússia 2018. A sua nomeação foi recebida com naturalidade em Brasília, onde a Confederação Brasileira de Futebol vê na designação um reconhecimento da escola de arbitragem do país. Já em Lisboa, analistas notam que a opção por um trio do mesmo país para o jogo de abertura é um sinal de confiança da FIFA na uniformidade de critérios, num torneio que baterá recordes de dimensão: 52 árbitros principais e 88 assistentes para 48 seleções, um aumento substancial face ao modelo anterior de 32 equipas.
Contudo, o clima de festa foi toldado por uma controvérsia diplomática. Os Estados Unidos, um dos três países anfitriões com o México e o Canadá, negaram a entrada a Omar Abdulkadir Artan, árbitro da Somália, que se tornaria o primeiro somali a dirigir um jogo num Mundial. A decisão, confirmada por várias fontes, reacendeu o debate sobre as políticas de vistos e os obstáculos que afetam profissionais africanos. Na perspetiva de observadores da África lusófona, o caso é sintomático das dificuldades que persistem para o continente, mesmo num evento que se pretende global e inclusivo. Não foi adiantada uma justificação oficial para o veto, mas a notícia gerou consternação entre as federações africanas.
A abertura no Azteca, um estádio com capacidade para mais de 80 mil espectadores, simboliza a ambição de uma Copa do Mundo que se estende por três países e dois continentes. A FIFA aposta numa arbitragem de elite e na diversidade de representação, mas o incidente com o juiz somali lança uma sombra sobre a promessa de universalidade. Com a expansão para 48 seleções e o aumento do número de partidas, a pressão sobre os árbitros será inédita, e a expectativa é que a competição sirva também de teste à capacidade de organização e à coerência dos critérios de visto dos países anfitriões. A quatro dias do pontapé de saída, a atenção divide-se entre a festa do futebol e as arestas políticas que o envolvem.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
A FIFA escalou uma equipa de arbitragem totalmente brasileira, liderada por Wilton Sampaio, para o jogo de abertura entre México e África do Sul. Sampaio já apitou no Catar 2022 e integrou a equipa de VAR na sua estreia em Copas, na Rússia 2018. A nomeação faz parte de um painel recorde de 52 árbitros de campo e 88 assistentes para o torneio alargado a 48 equipas.
Com o Mundial coorganizado pela América, Canadá e México a começar a 11 de junho, a FIFA escolheu o árbitro brasileiro Wilton Sampaio para liderar o jogo de abertura no histórico Estádio Azteca. Será auxiliado pelos compatriotas Bruno Pires e Bruno Boschilia, enquanto o paraguaio Juan Gabriel Benítez atua como quarto árbitro. As nomeações integram uma equipa recorde de 52 árbitros de campo e 88 assistentes para o torneio alargado a 48 nações.
A FIFA incluiu um árbitro colombiano na equipa de arbitragem do jogo de abertura do Mundial entre México e África do Sul, provocando uma vaga de orgulho nacional. O histórico Estádio Azteca, que recebe a sua terceira edição mundialista, será o palco. A escolha é celebrada como um reconhecimento do talento da arbitragem latino-americana no maior palco do futebol.
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