Apple reformula Siri com ajuda do Google e Tim Cook se despede da WWDC
Após fracasso de 2024, empresa aposta em IA generativa com Siri AI e novo iOS 27, enquanto CEO prepara sucessão.

A conferência de desenvolvedores da Apple em 2026 ficará marcada como o adeus de Tim Cook ao comando da empresa e, simultaneamente, como a tentativa de corrigir um dos maiores fiascos recentes da marca. Dois anos depois de anunciar uma revolução de inteligência artificial que nunca se materializou — e que resultou num processo coletivo encerrado com um pagamento de 250 milhões de dólares —, Cook subiu ao palco pela última vez como CEO para apresentar a Siri AI. A assistente renasce apoiada em tecnologia do Google Gemini, selando uma parceria que a imprensa norte-americana e europeia interpreta como admissão tácita das dificuldades da Apple em competir com ChatGPT e outros rivais.
A nova Siri abandona o modelo de comandos rígidos e torna-se um agente conversacional capaz de interpretar o que aparece no ecrã, cruzar dados de mensagens e fotos, executar tarefas entre aplicações e guardar o histórico de diálogos. Ganha uma aplicação dedicada, vozes mais expressivas e a capacidade de responder com informações atualizadas da internet. O sistema operativo iOS 27, que chega no outono boreal, também introduz um controlo de transparência chamado Liquid Glass e uma melhoria de desempenho que, segundo a imprensa brasileira, abre aplicações até 30% mais rápido e estende a compatibilidade até ao iPhone 11. A CNN Brasil sublinha que a versão estável estará disponível no país na primavera de 2026.
A nível global, o anúncio é recebido com matizes distintos. Na Europa, jornais como o Le Figaro e o El Mundo notam que as novas funcionalidades ficarão de fora da União Europeia e da China, fruto das exigências da Lei dos Mercados Digitais e de outros quadros regulatórios. A imprensa russa, como o Kommersant e a Meduza, descreve as limitações linguísticas: a Siri AI chegará primeiro em inglês. O mundo árabe, através do An-Nahar, realça a parceria com o Google como elemento central, enquanto a Índia e Taiwan focam a corrida pela supremacia da IA. A Apple também reforçou os controlos parentais e de segurança infantil, numa tentativa de equilibrar inovação e proteção de dados.
A saída de Tim Cook, que passará o testemunho a John Ternus em setembro, fecha um ciclo de quinze anos. Para analistas citados pela BBC e pelo La Repubblica, o sucessor herda a pressão de mostrar que a empresa ainda consegue liderar — e não apenas seguir — em inteligência artificial. A grande interrogação para os próximos meses é se a Siri AI cumprirá o que foi prometido ou se, como notou o site taiwanês TechNews, muitas das capacidades agora apresentadas são as mesmas que já haviam sido anunciadas, sem sucesso, em 2024.
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