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segunda-feira, 8 de junho de 2026 · Edição das 20:00 CET

OpenAI avança para a Bolsa em corrida de IA com Anthropic e SpaceX

A OpenAI submeteu documentação confidencial para uma oferta pública inicial nos EUA, seguindo a rival Anthropic, enquanto a SpaceX se prepara para estrear na Nasdaq. A empresa diz não ter pressa, mas o movimento inflama a corrida pela inteligência artificial.

Finanças23 veículos8 idiomas3 min de leituraAtualizado 03:33

A OpenAI, criadora do ChatGPT, apresentou discretamente à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) o formulário S-1 para uma oferta pública inicial (IPO), confirmou a empresa na última segunda-feira. O anúncio segue-se em apenas uma semana ao movimento idêntica da rival Anthropic e antecede em dias a tão aguardada entrada da SpaceX de Elon Musk na Nasdaq, marcada para 12 de junho. A administração de Sam Altman agiu preventivamente, admitindo que "esperávamos que vazasse, por isso estamos a anunciar", e sublinhou que a decisão sobre o momento concreto da estreia bolsista permanece em aberto, podendo "demorar algum tempo" devido a projetos que são "mais fáceis de executar como empresa privada". Este trio de gigantes tecnológicos concentra as atenções dos mercados, num momento em que a inteligência artificial se converteu no ativo mais cobiçado pelos investidores globais.

O processo formal arranca com o valor de mercado da OpenAI estimado em 852 mil milhões de dólares, alcançado em março após uma ronda de financiamento de 122 mil milhões. Contudo, a Reuters noticiou que a empresa almeja uma avaliação de até 1 bilião de dólares na sua estreia, o que a tornaria uma das maiores aberturas de capital da história, rivalizando com a própria SpaceX, cuja operação pode levantar um recorde de 86 mil milhões de dólares. A coordenação financeira está a cargo dos bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley, que preparam o terreno para um IPO que, segundo o The Wall Street Journal, poderia concretizar-se já em setembro, embora fontes como a CNBC apontem o quarto trimestre como cenário mais realista. A OpenAI não se compromete com prazos, afirmando tratar-se de "um conjunto complexo de compromissos" e que a apresentação confidencial simplesmente lhe dá a "opção de abrir o capital mais cedo se for o melhor".

Do lado de lá do Atlântico, observadores no Brasil, atentos ao apetite por empresas tecnológicas na B3, notam que a movimentação da OpenAI, juntamente com as da Anthropic e da SpaceX, poderá reaquecer o interesse por IPOs de IA em mercados emergentes, ainda que os valores envolvidos pareçam distantes da realidade local. Em Lisboa, analistas sublinham o efeito de arrastamento: a confirmação de que a empresa-mãe do ChatGPT aceita o escrutínio público sugere uma maturação do setor que poderá impulsionar as avaliações de startups europeias de IA, algumas das quais com centros de desenvolvimento em Portugal e no Brasil. Para os países lusófonos de África, onde a aplicação de ferramentas de IA começa a dar passos significativos na agricultura e na saúde, a eventual capitalização maciça da OpenAI representa um sinal de que as infraestruturas digitais poderão atrair investimento internacional de forma mais acelerada.

Apesar do entusiasmo, a prudência de Altman reflete os dilemas de governança que acompanham as empresas de inteligência artificial: a estrutura interna atípica da OpenAI, originalmente sem fins lucrativos, poderá complicar a transição para o mercado público. Ao arquivar o S-1 confidencial, a companhia ganha tempo para resolver essas questões enquanto testa o apetite dos reguladores e dos investidores institucionais. A convergência de três estreias de peso — Anthropic, OpenAI e SpaceX — desenha um cenário de concorrência feroz não apenas pelo capital, mas também pela credibilidade que a abertura de capital confere num momento em que a opinião pública e os legisladores exigem transparência sobre os modelos de IA. A próxima fase será determinante para saber se Wall Street vai premiar a ambição da OpenAI com o maior IPO de sempre de uma empresa de tecnologia ou se a prudência manterá o gigante fechado por mais algum tempo.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A corrida armamentista da inteligência artificial entra em uma nova etapa com a apresentação confidencial do pedido de IPO da OpenAI, que pode atingir uma avaliação superior a um trilhão de dólares. A iniciativa surge apenas uma semana depois que a rival Anthropic protocolou seus próprios documentos e às vésperas da estreia da SpaceX na Bolsa, sublinhando a correria dos grandes nomes da tecnologia rumo a Wall Street. A empresa, no entanto, moderou o entusiasmo e alertou que a listagem pode demorar, pois algumas atividades são mais simples de realizar como companhia de capital fechado.

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A OpenAI apresentou um pedido confidencial de IPO, sem determinar prazos exatos. Sua principal rival, Anthropic, havia feito o mesmo uma semana antes.

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Wall Street vive um momento tecnológico: a OpenAI pediu a listagem logo após a Anthropic e pouco antes da estreia da SpaceX. Analistas falam de uma possível oferta recorde, talvez a maior de todos os tempos, embora a empresa se mantenha cautelosa quanto aos prazos. Esta onda de aberturas de capital está esquentando a corrida no setor de inteligência artificial.

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El Sol de México9 de jun., 01:13
Forbes9 de jun., 01:14
Helsingborgs Dagblad9 de jun., 00:13
Sydsvenskan9 de jun., 00:13
RBK9 de jun., 02:56
NHK9 de jun., 01:16
Valor Econômico9 de jun., 00:14
NBC News9 de jun., 00:14