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Alarme global após IA Mythos revelar vulnerabilidades críticas nos sistemas financeiros

Modelo Mythos expõe milhares de falhas em software, gerando alarme entre ministros das Finanças, banqueiros e a Casa Branca, enquanto Anthropic e OpenAI restringem acesso e a corrida pela segurança digital se intensifica.

Tecnologia15 veículos6 idiomas3 min de leituraAtualizado 08:56

O novo modelo de inteligência artificial Claude Mythos, da americana Anthropic, provocou ondas de choque nos mercados e nas capitais financeiras ao identificar milhares de vulnerabilidades em software empresarial. Em Washington, o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reuniram-se de emergência com líderes dos grandes bancos para avaliar riscos sistémicos. No encontro do FMI, o ministro das Finanças canadiano, François-Philippe Champagne, qualificou a situação como uma ameaça à estabilidade dos sistemas de pagamentos. Para Jamie Dimon, presidente do JPMorgan, a IA tornou-se uma ‘espada de dois gumes’ para a cibersegurança, alertando para efeitos em cadeia nas bolsas e câmaras de compensação.

A resposta foi imediata. O rival OpenAI anunciou o lançamento limitado do GPT-5.4-Cyber, um modelo especializado em cibersegurança, reservado a parceiros pré‑aprovados, num movimento semelhante ao da Anthropic, que já restringira o Mythos a um grupo seleto de testadores. A par disso, a Anthropic passou a exigir verificação de identidade com documento oficial e selfie ao vivo para certas funcionalidades do Claude, uma medida inédita no setor que, segundo a empresa, visa combater comportamentos fraudulentos. Observadores europeus notam um endurecimento geral no acesso a capacidades avançadas, enquanto na Ásia a imprensa tecnológica destaca a rapidez com que as duas gigantes californianas erguem barreiras de segurança.

Entre os desenvolvedores, porém, cresce o mal‑estar. Relatos no GitHub e no X apontam para uma degradação do Claude, que passou a fazer análises menos profundas e a abandonar tarefas complexas a meio. Uma engenheira da AMD analisou quase sete mil sessões e confirmou a perda de profundidade. A Anthropic reconhece apenas ajustes de configuração. Em contraponto, a empresa lançou o Claude Opus 4.7, com melhorias notáveis em engenharia de software e novos bloqueios automáticos de pedidos de risco. Ao mesmo tempo, surgem fugas de informação sobre uma interface de criação de aplicações que ameaça plataformas no‑code como a Lovable, enquanto o Codex da OpenAI ganha agentes que operam em segundo plano no Mac e um navegador integrado.

Apesar dos alertas do CEO da Anthropic, Dario Amodei, sobre o fim próximo dos empregos de engenharia, a empresa abriu 429 vagas nessa área, um paradoxo que reflete uma fase de transição onde o talento humano continua crítico. Os investidores de risco, por seu lado, inundam a empresa com ofertas que elevam a avaliação para 800 mil milhões de dólares, mais do dobro da anterior, antecipando uma possível entrada em bolsa. Para os países lusófonos, que dependem de infraestruturas financeiras interligadas, o episódio sublinha a urgência de atualizar sistemas e de participar nos debates sobre a governação da IA. A nova corrida entre modelos não é apenas tecnológica: é um teste à resiliência da arquitetura financeira global.

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Forbes
La Stampa
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Business Insider
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