África do Sul divulga convocatória de regresso ao Mundial; México ajusta últimos detalhes
Às vésperas da Copa de 2026, os anfitriões mexicanos ultimam a logística, enquanto a África do Sul revela os 26 eleitos para o seu regresso após 16 anos. Uma previsão polémica aponta os Países Baixos como campeões.

O regresso da África do Sul a um Campeonato do Mundo de futebol, 16 anos depois da edição que organizou em 2010, concretizou-se com a divulgação da lista de 26 convocados pelo selecionador Hugo Bross. A estratégia é ofensiva: nove avançados e apenas três médios-centro, uma aposta que lembra os desenhos táticos recentes da seleção brasileira. O guarda-redes Ronwen Williams, o médio Teboho Mokoena e o avançado Lyle Foster são os nomes de maior projeção, enquanto a base local impressiona – 17 dos eleitos atuam no Mamelodi Sundowns e no Orlando Pirates. A estreia no Grupo A frente ao México, a 11 de junho, colocará frente a frente duas seleções com ambições renovadas e estilos de jogo contrastantes.
Do lado mexicano, a preparação ganha ritmo. Dois dos seus principais nomes, Raúl Jiménez e César Huerta, juntam-se ao grupo diretamente em Pasadena, onde a seleção orientada por Javier Aguirre defronta a Austrália num particular. A lista final será conhecida a 1 de junho. Este ambiente de ajustes logísticos contrasta com a especulação que agita os meios internacionais: o analista alemão Joachim Klement, que assevera acertar nos campeões das últimas edições através de um modelo «científico», aponta os Países Baixos como vencedores do torneio. «Parabéns aos Países Baixos por finalmente ganharem o troféu que deveriam ter conquistado há muito», escreveu, relegando a Argentina de Messi e a anfitriã América do Norte para um papel secundário.
Fora do eixo das tradicionais potências, a Jordânia terminou um estágio em Amã e viaja para a Suíça para um encontro de preparação, antes de rumar a San Diego, onde enfrentará a Colômbia. Inserida no Grupo 10, com Argentina, Áustria e Argélia, a equipa árabe procura dar sequência à sua evolução recente. Entretanto, o olhar africano alarga-se: a FIFA destacou dez talentos do continente prontos a brilhar, herdeiros de Roger Milla e da geração marroquina que atingiu as meias-finais em 2022. Com um recorde de dez seleções africanas na competição alargada a 48 equipas, o continente vive uma expectativa sem precedentes.
Na perspetiva de Brasília, a ausência de seleções lusófonas africanas – nem Angola, Moçambique ou Cabo Verde se qualificaram – contrasta com a presença brasileira, sempre favorita, e alimenta a discussão sobre os desequilíbrios regionais. Observadores em Lisboa notam que a previsão de Klement, ao relegar a Argentina, reforça a leitura de que o futebol europeu poderá voltar a dominar, mas as surpresas africanas podem baralhar as contas. A pouco mais de duas semanas do apito inicial, o Mundial 2026 já desenha uma cartografia de narrativas que promete um dos torneios mais descentralizados da história.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
Latin American outlets cover a range of World Cup updates: South Africa's return after 16 years, a German oracle's 'scientific' prediction of a Dutch title, and logistical notes on Mexican players. They treat the forecast with amused skepticism, noting it dashes Argentine hopes, while welcoming Africa’s comeback.
Jordan finishes its camp in Amman, pares the squad to 28 by cutting two players, and heads to a Swiss camp for a friendly against the hosts. The coverage is pragmatic, focused on step-by-step preparations for a group featuring Argentina, Austria and Algeria.
Pan-Arab outlets from the Levant and Maghreb frame the World Cup buildup as a celebration of African football history, tracing iconic stars from Roger Milla to Morocco's 2022 heroes. With the expanded 48-team tournament and ten African slots for the first time, the narrative projects the continent toward a new era of glory, reclaiming its standing on the world stage.
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