África do Sul anuncia convocados e reeditará abertura contra o México no Mundial de 2026
Os Bafana Bafana, de regresso 16 anos depois, divulgaram a lista de 26 jogadores e enfrentam o anfitrião no Estádio Azteca a 11 de junho, enquanto 17 seleções ainda não revelaram os seus eleitos.

A África do Sul anunciou nesta quarta-feira (27) os 26 jogadores que defenderão a seleção na Copa do Mundo de 2026, tornando-se uma das primeiras equipas do Grupo A a oficializar a convocatória. Sob o comando do técnico belga Hugo Broos, os Bafana Bafana – “Os Garotos” em zulu – regressam ao Mundial depois de 16 anos de ausência e reeditam o duelo inaugural de 2010: enfrentarão o México, desta vez como visitantes, na partida de abertura marcada para 11 de junho, às 16h de Brasília, no Estádio Azteca. O guarda-redes Ronwen Williams e o médio Teboho Mokoena, ambos do Mamelodi Sundowns, lideram um plantel maioritariamente formado por atletas que atuam no próprio país, ao lado do avançado Lyle Foster, do Burnley inglês.
O Grupo A completa-se com a Coreia do Sul e a República Checa, num equilíbrio que, na perspetiva de analistas árabes, coloca o México como favorito pelo fator casa e pelo historial de ter alcançado os quartos-de-final nos Mundiais de 1970 e 1986, ambos disputados em solo mexicano. Já os observadores lusófonos, em Lisboa e em Maputo, acompanham com interesse a prestação sul-africana – vizinho regional de Angola e Moçambique –, cuja qualificação foi assegurada com uma campanha sólida no Grupo C das eliminatórias africanas, superando Nigéria e Benim. A cerimónia de abertura, na Cidade do México, será uma das três que marcarão a maior edição da história do torneio, com 48 seleções distribuídas por jogos no Canadá, Estados Unidos e México, como sublinha a imprensa norte-americana.
A 15 dias do pontapé de saída, porém, reina a expectativa quanto às listas que ainda não foram divulgadas. Com o prazo final da FIFA fixado em 1 de junho, 17 das 48 federações não tinham anunciado os seus 26 eleitos até ao início desta semana, entre elas a Argentina de Lionel Messi, atual campeã, e o Canadá, coanfitrião. Na perspetiva de Brasília, a indefinição argentina alimenta as análises sobre o Grupo C brasileiro, no qual a seleção canarinho terá pela frente Marrocos, Escócia e Haiti – adversários que a imprensa brasileira já começa a esmiuçar, mapeando os principais jogadores de cada rival.
Para a África do Sul, o regresso ao maior palco do futebol representa mais do que uma participação simbólica. Depois de cair na fase de grupos em 2010, a equipa de Hugo Broos chega com a confiança de quem liderou com autoridade a qualificação africana e deposita esperanças no entrosamento da base do Mamelodi Sundowns. O confronto com o México no Azteca evoca memórias históricas – foi nesse estádio que Pelé e a sua seleção conquistaram o tri, em 1970 – e será o primeiro teste para uma seleção que, na análise de especialistas sul-africanos, pode ambicionar a inédita passagem aos oitavos-de-final.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
The Latin American press frames South Africa's squad announcement as the comeback of a team absent from the World Cup for 16 years, drawing a nostalgic parallel with the 2010 opening match against Mexico. The coverage is factual, listing the 26 players and noting the domestic core of the team, without editorializing.
The Arab press uses the South Africa squad news as a peg for a group-stage preview, spotlighting Mexico's role as host and its record as a 13-time Gold Cup champion. South Africa appears merely as one of four Group A teams, with no mention of individual players or the 2010 opener memory.
The Anglophone press embeds the South Africa squad story within a full tournament guide, using it to highlight controversies around Iran's participation, visa obstacles, and steep ticket prices. South Africa's squad announcement is reduced to a footnote, as the narrative centers on political tensions and economic hurdles facing the 2026 World Cup.
Esta notícia apareceu em
5 veículos · 3 idiomas · janela de 24 horas