UE propõe proibição de entrada a todos os veteranos russos da guerra na Ucrânia
Novo pacote de sanções congela teto do petróleo russo devido à crise no Estreito de Ormuz e restringe acesso a bancos e criptomoedas, enquanto Moscovo ironiza as restrições.

A Comissão Europeia apresentou esta terça-feira a sua proposta mais simbólica até agora: proibir a entrada no espaço Schengen de todos os cidadãos russos que tenham integrado as forças armadas da Rússia desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022. «Queremos assegurar que a Europa permanece fora do alcance de qualquer pessoa que tenha participado na agressão», declarou Ursula von der Leyen, num gesto que os países bálticos e a Suécia há muito reclamavam. O veto de vistos, incluído no 21.º pacote de sanções, atinge pela primeira vez uma categoria inteira de indivíduos, em vez de listas nominais, e surge num momento em que Bruxelas tenta reforçar a pressão sobre Moscovo.
Em paralelo, o mecanismo que limita o preço do petróleo russo transportado por via marítima será congelado nos atuais 44,10 dólares por barril até janeiro de 2027. A decisão, justificou a presidente do executivo comunitário, deve-se à perturbação dos mercados globais de energia causada pelo encerramento do Estreito de Ormuz, no contexto da guerra no Médio Oriente. O sistema de ajustamento dinâmico, concebido para flutuações normais do mercado, «não foi pensado para choques desta natureza», admitiu. A suspensão temporária procura evitar que Moscovo lucre com a subida extraordinária das cotações, mantendo a receita do Kremlin sob contenção enquanto o mercado estabiliza.
O pacote alarga ainda o cerco financeiro. Fontes diplomáticas citadas pela Reuters indicam que até 90 bancos russos poderão ser adicionados à lista negra, elevando para mais de uma centena as instituições sob sanções, o que representa mais de metade das entidades de crédito russas com transações internacionais. Paralelamente, Bruxelas propõe o primeiro bloqueio total a serviços relacionados com criptoativos em países terceiros, visando 11 plataformas de criptomoedas que, alega, facilitam a elisão das restrições. Serão ainda incluídos 30 novos navios da chamada "frota fantasma" russa, elevando o total sancionado para 662 embarcações.
De Moscovo, o senador Vladimir Jabarov minimizou o veto de entradas, afirmando que a Europa de hoje «não é a mesma de há vinte ou trinta anos» e que os russos «não teriam nada de bom para ver». Bruxelas contra-argumenta com dados: a inflação russa ronda os 6%, as taxas de juro estão nos 14,5% e dois terços dos ativos líquidos do fundo soberano desapareceram. Apesar do discurso triunfante de von der Leyen — «a nossa constância nos pacotes de sanções está a dar resultados» —, observadores em Lisboa notam que o impacto indireto sobre as economias lusófonas, sobretudo no Brasil e em África, poderá ser sentido na estabilização dos preços da energia, ainda que o eixo atlântico permaneça distante do epicentro geopolítico.
A aprovação formal do 21.º pacote pelos Estados-membros é esperada já em junho. Combinando gestos de elevado valor político com ajustamentos técnicos forçados pela realidade dos mercados, a União Europeia tenta calibrar a sua estratégia de desgaste económico da Rússia, num momento em que a guerra na Ucrânia entra no seu quinto ano sem perspetivas de cessar-fogo.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
A União Europeia aperta o cerco econômico à Rússia com o 21º pacote de sanções, demonstrando que a pressão continua está corroendo a economia de guerra de Moscou. As medidas incluem congelar o ajuste do teto do preço do petróleo devido à crise no Oriente Médio, proibir a entrada de todos os veteranos russos e isolar mais 31 bancos do sistema financeiro. Bruxelas argumenta que as sanções estão funcionando, apontando a inflação elevada e os custos crescentes do conflito.
O 21º pacote de sanções da UE, incluindo a proibição de vistos para veteranos russos, baseia-se na suposição errada de que a Europa ainda é um sonho para os combatentes russos. A Rússia descarta as novas restrições como ilegais e ineficazes, observando que suas forças armadas e economia estão se adaptando, e que o país não vê a Europa como um destino cobiçado. Veículos estatais e de negócios noticiam as medidas com distanciamento, muitas vezes com ironia, enfatizando que as tentativas da UE de isolar a Rússia fracassam e que os setores energético e financeiro continuam operando apesar da pressão ocidental.
A União Europeia estuda proibir a entrada de todos os russos que participaram da guerra na Ucrânia como parte do 21º pacote de sanções. A proposta também mira plataformas de criptomoedas usadas para burlar restrições e mantém o teto do preço do petróleo. As medidas são apresentadas como continuando a impactar fortemente o esforço de guerra russo, mas a reportagem permanece um resumo sóbrio e distanciado do anúncio europeu, sem endosso explícito.
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