Trump enfrenta vaia histórica em final da NBA no Madison Square Garden
Presidente dos EUA tornou-se o primeiro em exercício a assistir às finais da NBA, mas foi recebido com protestos; Wembanyama lidera vitória dos Spurs sobre os Knicks por 115-111.

O presidente norte-americano, Donald Trump, protagonizou um momento de rara simbiose entre desporto e política ao tornar-se o primeiro chefe de Estado em funções a marcar presença num jogo das finais da NBA. No Madison Square Garden, em Nova Iorque, Trump foi recebido com um coro de vaias ensurdecedoras no momento em que o ecrã gigante o mostrou a fazer a saudação militar durante o hino nacional. Os protestos, que se sobrepuseram a breves gritos de «U-S-A!», confirmaram a profunda divisão que o republicano desperta até na sua cidade natal, enquanto a segurança reforçada — com controlos «ao estilo aeroportuário» e quarteirões interditados — transtornou a vida dos adeptos.
Dentro do campo, o jogo correspondeu à monumental expectativa. Os San Antonio Spurs, impulsionados por uma exibição majestosa de Victor Wembanyama (32 pontos, oito ressaltos, seis assistências e três bloqueios) e pelos 23 pontos de Stephon Castle, bateram os New York Knicks por 115-111, reduzindo a desvantagem na série para 2-1. Foi a primeira derrota dos Knicks após uma sequência de 13 vitórias consecutivas nos playoffs e o seu primeiro encontro do título em casa desde 1999, num ambiente em que se destacou a presença de celebridades como Spike Lee — que vestiu uma camisola autografada pelo Papa Leão XIV —, Timothée Chalamet e Kylie Jenner.
A reação política ao episódio não se fez esperar. À saída do Air Force One, Trump descreveu a receção como «sobretudo aplausos» e partilhou nas redes sociais um vídeo com a legenda «NYC ama Trump», embora a imprensa internacional sublinhe a hostilidade do público. No plano interno, o comentador desportivo Stephen A. Smith foi alvo de um ataque presidencial: «É preciso um QI elevado para ser presidente, e não tenho a certeza de que o Stephen o tenha». Paralelamente, no plano mediático brasileiro, uma fotografia viral que sugeria a presença do futebolista Vinícius Júnior no mesmo recinto foi desmentida por veículos locais, que esclareceram tratar-se de uma imagem de 2024, sem relação com o evento.
A leitura dos acontecimentos variou consoante a geografia. Na imprensa europeia, jornais como o espanhol El País e o italiano Il Post salientaram a vaia como símbolo da rejeição de Nova Iorque a Trump, enquanto o russo Meduza acrescentou que o presidente adormeceu durante a partida. A imprensa latino-americana, de Buenos Aires a Bogotá, descreveu o «abucheo ensordecedor» e os distúrbios à saída do estádio, com intervenção da polícia e utilização de gás pimenta. Já a cobertura iraniana deu ênfase ao dispositivo de segurança montado a convite de James Dolan, proprietário dos Knicks e financiador da campanha de Trump, num gesto interpretado como uma encenação política sem precedentes na história da liga.
O desfecho da série prossegue na quarta-feira, novamente em Nova Iorque, com os Knicks ainda favoritos a quebrar um jejum de 53 anos. Questionado sobre a sua presença nos próximos jogos, Trump alegou estar «ocupado com uma guerra», um comentário que, vindo no rescaldo da controvérsia, deixa em aberto o regresso do presidente à bancada — e com ele, a inevitável politização do espetáculo desportivo.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
O presidente Trump foi vaiado ruidosamente no Madison Square Garden, com o público deixando claro que não era bem-vindo. O incidente é comparado às vaias recebidas por Lula no Maracanã, enquadrando-o como uma rejeição popular a um líder controverso. A segurança caótica e o fato de Trump ter cochilado durante o jogo reforçam a imagem de um presidente desconectado, enquanto fofocas sobre Vini Jr. e Virginia misturam espetáculo político e entretenimento.
A presença de Trump nas finais da NBA enquanto os EUA estão em guerra com o Irã gerou duras críticas. Comentaristas argumentaram que o presidente prioriza a atenção da mídia e o espetáculo em detrimento da gravidade do conflito militar. Mesmo quando Trump afirmou que a recepção foi 'incrível', o foco permaneceu na desconexão entre sua aparição pública e a guerra em andamento.
O Jogo 3 das Finais da NBA foi uma disputa acirrada, com os Spurs derrotando os Knicks por 115-111 graças aos 32 pontos de Wembanyama. A cobertura focou no jogo em si: das reclamações do técnico sobre a arbitragem ao quase choque com o ex-prefeito Bloomberg. A presença de Trump e as vaias foram notadas, mas a história rapidamente voltou ao drama em quadra e à experiência dos torcedores, com Trump descartando as vaias como vindas de uma liga 'de esquerda'.
Os New York Knicks perderam seu primeiro jogo em casa das Finais da NBA em uma geração, caindo por 115-111 para o San Antonio Spurs. O foco foi exclusivamente no evento esportivo: os altos preços dos ingressos, a empolgação da cidade e o resultado em quadra. Nenhum ângulo político ou de celebridades foi mencionado, tratando o jogo como uma notícia puramente esportiva.
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