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terça-feira, 9 de junho de 2026 · Edição das 16:00 CET

Ouro sobe ligeiramente com trégua entre Israel e Irão e aguarda dados de inflação nos EUA

Após mínimos de dois meses, metal precioso recuperou com alívio no petróleo, mas receios de novas subidas de juros limitam ganhos. Atenção centrada nos próximos indicadores de inflação norte-americanos.

Economia4 veículos3 idiomas3 min de leituraAtualizado 19:54

O ouro estabilizou esta terça-feira, recuperando parcialmente das fortes quedas que o tinham levado ao patamar mais baixo em mais de dois meses. O metal precioso beneficiou do recuo dos preços do petróleo, na sequência do frágil cessar‑fogo entre Israel e o Irão, que reduziu momentaneamente o prémio de risco geopolítico. Contudo, a expectativa de novos dados sobre a inflação nos Estados Unidos e o receio de que a Reserva Federal prolongue o ciclo de subida das taxas de juro continuaram a travar uma recuperação mais robusta. Em Londres, o ouro spot era transacionado pouco acima dos 4.330 dólares por onça, enquanto os futuros para agosto em Nova Iorque oscilavam perto dos 4.360 dólares. O analista Tim Waterer, da KCM Trade, sublinhou que «a redução limitada da tensão entre Israel e o Irão acalmou de certa forma os preços do petróleo, ajudando assim o ouro», mas Ole Hansen, do Saxo Bank, alertou que «a probabilidade crescente de novos aumentos das taxas nos EUA continua a criar um cenário desafiante para o metal».

Na perspetiva de Brasília, o abrandamento das cotações do crude é visto com alívio, pois a elevada cotação do barril pressionava os combustíveis e os custos logísticos, alimentando a inflação interna. Ao mesmo tempo, o real desvalorizado frente ao dólar torna o ouro uma reserva de valor atrativa para investidores brasileiros que procuram proteger-se contra a erosão cambial e a volatilidade externa. Em Lisboa, analistas notam que a estabilização do metal, combinada com a fraqueza do dólar, pode baratear as compras de ouro em euros para a joalharia e o retalho, mas os elevados custos de financiamento na Zona Euro mantêm a prudência. No Médio Oriente, o mercado de Dubai refletiu a calma momentânea: o grama de ouro de 24 quilates era cotado a 522,25 dirhams, enquanto a prata recuava 0,66 por cento. Já nos países africanos de língua oficial portuguesa, como Moçambique e Angola, onde a produção aurífera tem vindo a ganhar expressão, a descida recente das cotações pode afetar as receitas de exportação, embora a depreciação do metical e do kwanza compense parcialmente os custos de exploração em moeda local.

As atenções viram‑se agora para os indicadores de inflação norte‑americanos que serão divulgados esta semana. Se os números surpreenderem em alta, a convicção do mercado de que a Fed voltará a subir os juros sairá reforçada, o que tenderá a pressionar o ouro para níveis inferiores. Inversamente, uma deterioração da frágil trégua no Médio Oriente poderia fazer disparar novamente o petróleo, reacendendo os temores inflacionistas e catapultando a procura pelo metal como ativo de refúgio. Assim, o preço do ouro permanece preso entre a geopolítica e a política monetária, numa encruzilhada que exige dos investidores lusófonos uma leitura atenta tanto das tensões no Estreito de Ormuz como das decisões da próxima reunião da Reserva Federal.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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O ouro avançou com a queda do petróleo após o frágil cessar-fogo entre Israel e Irã. A distensão limitada acalmou os mercados de petróleo, ajudando o metal precioso. Mas os operadores permanecem cautelosos com a inflação e os riscos de alta dos juros.

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O ouro ficou estável enquanto os mercados avaliavam o frágil cessar-fogo entre Israel e Irã, com operadores atentos a qualquer escalada do conflito regional mais amplo. Preocupações com a inflação e aumentos iminentes dos juros reforçaram a cautela, mantendo o metal em uma faixa estreita.

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O ouro se estabilizou com o arrefecimento das tensões Israel-Irã, que acalmou os mercados de petróleo e contrabalançou os temores de novos aumentos de juros nos EUA. A trégua frágil trouxe certa calma, com os preços do ouro em Dubai se mantendo firmes. Um dólar mais fraco deu suporte moderado antes dos dados cruciais de inflação.

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Zawya9 de jun., 14:30
Al-Modon9 de jun., 14:33
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La República9 de jun., 14:34