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Katy Perry nega acusação de agressão sexual de Ruby Rose em meio a polémica no Coachella

Atriz australiana Ruby Rose alega que foi abusada pela cantora há 20 anos em Melbourne. Perry rejeita as declarações como mentiras temerárias. O caso eclodiu durante o festival que também expôs o ex-primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau.

Sociedade7 veículos3 idiomas3 min de leituraAtualizado 09:55

O Coachella de 2025 transformou-se num palco de tensões inesperadas. A atriz australiana Ruby Rose, conhecida por «Orange Is the New Black», acusou a pop star Katy Perry de a ter agredido sexualmente numa discoteca de Melbourne há cerca de vinte anos. Rose descreveu o suposto ataque em comentários na rede social Threads, onde reagia a um artigo sobre a reação de Perry ao concerto de Justin Bieber. Afirmou que, após o incidente, vomitou em cima da cantora e que o episódio foi ocultado durante anos, em parte por um alegado acordo para a obtenção de um visto americano. Perry, através de porta-vozes, classificou as afirmações como «categoricamente falsas» e «mentiras perigosas e temerárias».

A resposta da cantora, reproduzida por meios como o Los Angeles Times e a Fox News, ecoou rapidamente na Europa. A Radio-Canada reportou o desmentido em francês, enquanto o Tages‑Anzeiger suíço destacou os «graves ataques» e a defesa da equipa de Perry, que lembrou o historial de Rose em lançar acusações públicas semelhantes. A imprensa alemã e francófona enquadrou o caso no debate mais amplo sobre responsabilização de figuras mediáticas. Na perspetiva de Lisboa, observadores notam que a controvérsia reforça o escrutínio sobre a conduta de celebridades nos circuitos dos festivais, tema com ressonância entre o público lusófono atento à cultura pop internacional.

O pano de fundo do festival californiano trouxe ainda uma outra dimensão: a presença do ex-primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, ao lado de Perry. Imagens do casal a usar bonés de basebol, a comer noodles em sarjetas e a assistir a espetáculos suscitaram sátira no jornal australiano The Sydney Morning Herald, que cunhou o termo «Trudoolie» — um adulto em crise de meia-idade a infiltrar-se em celebrações juvenis. Esta crónica social, aparentemente leve, contrasta agora com a gravidade das alegações de Rose. A justaposição dos dois assuntos nos mesmos canais de notícia evidencia como a cultura dos festivais pode rapidamente converter-se em laboratório de tensões privadas com repercussões públicas.

Analistas em Brasília sublinham que o episódio surge num momento de maior sensibilidade global às denúncias de má conduta sexual, alimentando o debate sobre os limites da prescrição social de casos antigos. A eventualidade de ações legais permanece incerta, mas a troca pública já instala um dano reputacional para ambas as partes. A perceção na Austrália, de onde é originária Rose, carrega um elemento adicional: a alegada agressão teria ocorrido em Melbourne, pondo em jogo a confiança nos espaços de lazer noturno do país. Enquanto Perry se prepara para uma digressão mundial, o episódio coloca em dúvida a blindagem da indústria musical face a acusações que regressam do passado, exigindo um posicionamento claro dos agentes culturais em todos os continentes.

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