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segunda-feira, 8 de junho de 2026 · Edição das 20:00 CET

Fiocruz descarta ebola em paciente isolado no Rio; caso em São Paulo segue sob investigação

Testes negativos para o vírus em homem vindo de Uganda diagnosticado com malária. Outro viajante, com meningite, permanece em isolamento em São Paulo. Contatos no Rio estão assintomáticos.

Saúde e Ciência6 veículos3 idiomas3 min de leituraAtualizado 03:50

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) descartou no último domingo (31) um caso suspeito de infeção pelo vírus ebola no Rio de Janeiro. Um homem que regressara do Uganda, com paragem em Joanesburgo, dera entrada no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) na tarde de sábado (30) com tosse, calafrios e diarreia. Os testes realizados em amostras de saliva, urina e sangue revelaram-se negativos para o ebola e positivos para malária, permitindo que o paciente, um cidadão belga segundo apurações posteriores, abandonasse o protocolo de isolamento rigoroso a que estava submetido.

As autoridades sanitárias revelaram que o viajante desembarcou em Guarulhos, na Grande São Paulo, no dia 22 de maio, proveniente de Joanesburgo, e seguiu de autocarro até ao Rio de Janeiro. Hospedou-se no bairro de Vila Isabel e, segundo o Ministério da Saúde, não realizou deslocações internas no Uganda nem teve contacto com doentes ou regiões com surtos ativos de ebola. Cinco pessoas que residiam no mesmo local foram monitorizadas e continuam assintomáticas.

Paralelamente, um segundo caso sob suspeita de ebola permanece sob investigação em São Paulo. Um homem de 37 anos, vindo da República Democrática do Congo, está internado com febre e foi diagnosticado com uma forma grave de meningite, aguardando ainda exames complementares para exclusão do vírus. A Fiocruz não divulgou dados adicionais sobre este paciente, mas a imprensa sueca noticiou que ambos os homens foram isolados no Brasil após apresentarem sintomas compatíveis com a doença.

A situação insere-se num contexto de alerta internacional. A União Africana contabiliza 1.077 casos suspeitos de ebola, com 246 mortes, concentrados sobretudo no Uganda e na RDC. Para os países africanos de língua portuguesa, como Angola — que partilha uma extensa fronteira com a RDC —, a circulação do vírus exige uma vigilância reforçada. Observadores em Lisboa notam que a prontidão das redes de saúde pública nos Estados-membros da CPLP deve ser testada, numa altura em que os sistemas nacionais ainda recuperam dos efeitos da pandemia de covid-19.

A rápida atuação do INI/Fiocruz, referência regional em doenças infecciosas, demonstrou a capacidade de resposta brasileira em emergências sanitárias. A descartar do ebola no paciente vindo do Uganda evita um alarme desnecessário, mas o caso de São Paulo recorda que o risco de importação de agentes patogénicos persiste. Em países lusófonos, a lição é clara: investir em centros de isolamento, sistemas de diagnóstico molecular e articulação internacional continuará a ser vital para conter ameaças transfronteiriças antes que se tornem epidemias.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa latinoamericana · mercatoStampa europea continentale · nordica
Stampa latinoamericana/ mercatopragmatismodistacco

A traveler from Uganda was placed in isolation in Rio de Janeiro on suspicion of Ebola, but tests promptly ruled out the virus and confirmed malaria. Brazilian health authorities smoothly implemented safety protocols, showing the system is well prepared for such alerts.

Stampa europea continentale/ nordicaallarmeurgenza

Two suspected Ebola cases, from Uganda and the DR Congo, have been isolated in Brazil, as the outbreak in the Democratic Republic of the Congo passes 1,000 infections and nearly 250 deaths, raising concerns about global spread. One patient later tested negative and was diagnosed with malaria, but authorities remain on high alert.

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