Entrar
Edição das 16:00 CETsexta-feira, 12 de junho de 2026
287 veículos · 16 idiomas16 briefing hoje
sexta-feira, 12 de junho de 2026 · Edição das 10:00 CET

Descoberto no Índico o maior cemitério de baleias do mundo, com fósseis de 5,3 milhões de anos

Localizado na zona de fratura Diamantina, o sítio abissal reúne centenas de esqueletos e carcaças ativas, revelando um ecossistema único que se repete há milhões de anos.

Saúde e Ciência6 veículos5 idiomas3 min de leituraAtualizado 13:47

Nas profundezas da Zona de Fratura Diamantina, no sudeste do Oceano Índico, uma equipa internacional de cientistas identificou o maior e mais profundo cemitério de baleias jamais documentado. O sítio, descrito esta semana na revista Nature, estende-se por cerca de 1.200 quilómetros a profundidades que chegam aos 7.000 metros, e contém mais de 470 jazidas fossilíferas, além de cinco carcaças ativas que ainda sustentam ecossistemas quimioautotróficos. Os fósseis mais antigos remontam a pelo menos 5,3 milhões de anos, sugerindo que cetáceos têm procurado esta região para morrer desde o Miocénico tardio.

A investigação foi liderada pelo Instituto de Ciência e Engenharia de Águas Profundas da Academia Chinesa de Ciências, em Sanya, com a participação de paleontólogos da Universidade de Pisa, em Itália, e de especialistas da Earth Science New Zealand. A descoberta, noticiada com espanto pela imprensa latino-americana e europeia, sublinha o valor da cooperação científica transnacional para desvendar os segredos das planícies abissais. Na perspetiva de Brasília e de Lisboa, onde a investigação oceanográfica tem tradições consolidadas, o achado reforça a importância de se investir em missões de mar profundo, sobretudo num momento em que a Década das Nações Unidas de Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável procura mobilizar países lusófonos com vastas zonas costeiras, como Moçambique e Angola.

As chamadas 'quedas de baleia' representam eventos efémeros mas cruciais para a vida abissal: uma carcaça que afunda fornece energia e habitat para comunidades que podem persistir por décadas. A concentração excecional de restos na Diamantina permite, pela primeira vez, estudar a evolução desses ecossistemas ao longo de milhões de anos. Os investigadores acreditam que a topografia da zona de fratura, com correntes e sedimentação favoráveis, funcionou como uma armadilha natural para os corpos, preservando tanto ossadas modernas como fósseis antigos. Esta 'necrópole de baleias', como foi apelidada, oferece uma janela inédita para compreender a resiliência e a dinâmica das comunidades quimioautotróficas face às mudanças climáticas e geológicas.

O estudo agora publicado não só redefine os limites do conhecimento sobre a distribuição de cetáceos no passado, como também levanta novas questões sobre a conectividade genética das populações abissais e o papel das carcaças na fixação de carbono no oceano profundo. Observadores em Lisboa notam que a colaboração sino-italiana-neozelandesa pode servir de modelo para futuras expedições lusófonas no Atlântico Sul e no Índico, onde a Zona de Fratura de Diamantina se situa relativamente próxima de territórios como as ilhas de Madagáscar e as Maurícias, com as quais Moçambique partilha a bacia oceânica. A descoberta, portanto, transcende a paleontologia e convoca a comunidade internacional a olhar para o fundo do mar como um arquivo vivo da história da Terra.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Stampa europea continentale · mediterraneaStampa cinese · statoStampa latinoamericana · mercato
Stampa europea continentale/ mediterraneadistaccopragmatismo

Uma equipe internacional, com paleontólogos da Universidade de Pisa, descobriu o maior e mais profundo cemitério de baleias na Zona de Fratura Diamantina do Oceano Índico. O local contém carcaças recentes e fósseis de cetáceos com mais de 5 milhões de anos, oferecendo uma janela inédita para os ecossistemas abissais. O estudo, publicado na Nature, representa um avanço fundamental na compreensão da vida nas profundezas marinhas.

Stampa cinese/ statotrionfopragmatismo

Uma equipe chinesa de pesquisa em águas profundas descobriu o sítio de fósseis de baleias mais profundo e extenso da Terra, revelando que as baleias vêm a este local do Oceano Índico para morrer há mais de 5 milhões de anos. A descoberta, publicada na Nature, destaca as crescentes capacidades da China na exploração abissal e oferece uma janela única para a evolução de longo prazo dos ecossistemas marinhos.

Stampa latinoamericana/ mercatodistaccopragmatismo

Uma descoberta que deixou os cientistas estupefatos: um enorme cemitério de baleias foi encontrado nas profundezas do Oceano Índico, com fósseis de até 5,3 milhões de anos. O local se estende por 1.200 quilômetros e fica a até 7.000 metros de profundidade, mostrando que os oceanos ainda guardam segredos capazes de surpreender até os especialistas.

Esta notícia apareceu em

6 veículos · 5 idiomas · janela de 24 horas

Excelsior12 de jun., 04:54
Wired Italia12 de jun., 06:57
South China Morning Post (SCMP)12 de jun., 03:28
The News Lens12 de jun., 05:56
Los Andes12 de jun., 02:28
CNN Brasil12 de jun., 10:46