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terça-feira, 9 de junho de 2026 · Edição das 20:00 CET

Ben-Gvir chama Itália de 'país das chinelas' e Roma insiste em sanções

Investigação de Roma por tortura contra ativistas da Flotilha provoca insulto do ministro israelita e dura resposta de Tajani, que defende sanções europeias e trabalha pela libertação de italianos detidos na Líbia.

Geopolítica11 veículos4 idiomas2 min de leituraAtualizado 20:02

A abertura de uma investigação pela Procuradoria de Roma contra o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, desencadeou uma troca de acusações que evidencia a deterioração das relações diplomáticas entre os dois países. Ben-Gvir, acusado de tortura e sequestro de ativistas da Flotilha Global Sumud interceptada em maio, reagiu com desdém, classificando a Itália como “o país das chinelas” — uma alusão pejorativa à forma geográfica da bota italiana, transformada em símbolo de subserviência. O insulto, divulgado nas redes sociais, surge depois de os magistrados romanos terem inscrito o seu nome no registo de suspeitos, com base num vídeo onde o próprio ministro exibia orgulhosamente ativistas ajoelhados e algemados no porto de Ashdod.

A réplica do governo italiano não se fez esperar. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, classificou as palavras como “inaceitáveis e indignas de um ministro”, sublinhando que demonstram o “nível político e moral deste senhor”. Em audiência conjunta das comissões parlamentares de Defesa e Negócios Estrangeiros, Tajani reiterou que a Itália mantém a pressão para que a União Europeia adote sanções contra responsáveis israelitas por violações de direitos humanos, embora tenha reafirmado a amizade histórica com Israel e a prioridade ao desarmamento do Hamas. Observadores em Lisboa e Brasília acompanham o caso com apreensão, receando que o episódio fragilize o consenso europeu em torno do conflito no Médio Oriente.

Paralelamente, Tajani confirmou que dois cidadãos italianos que tentavam chegar a Gaza por via terrestre continuam detidos em Bengasi, na Líbia, há duas semanas. Apesar da melhoria das condições de detenção, as autoridades líbias ainda não formalizaram acusações, e Roma pressiona por uma libertação rápida. Na perspetiva do Médio Oriente, a investigação italiana é vista como um gesto de autonomia judicial que contrasta com a tradicional contenção europeia. Já a imprensa nórdica e ibérica destaca o escândalo internacional provocado pelo vídeo de humilhação, enquanto fontes árabes salientam a gravidade das acusações num contexto de crescente isolamento diplomático de Israel. A crise no Golfo e a instabilidade no sul do Líbano, lembradas pelo próprio Tajani, acrescentam camadas de complexidade a um tabuleiro geopolítico onde as sanções europeias poderão tornar-se um instrumento de pressão inédito.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A Itália rejeita firmemente os insultos do ministro israelita Ben Gvir, considerando-os inaceitáveis e indignos de um governante. A procuradoria de Roma abriu uma investigação por tortura e sequestro ligada aos ativistas da Flotilha, e o governo italiano insiste em sanções europeias contra o extremista de direita. O chanceler Tajani ressalta que a amizade com Israel não se sobrepõe ao Estado de direito e à dignidade nacional.

Stampa arabo levante-Maghrebindignazionevittimismo

A justiça italiana colocou o ministro sionista Ben Gvir sob investigação formal por graves crimes de tortura e detenção arbitrária contra os ativistas da Frota Global da Determinação. O inquérito baseia-se no vídeo divulgado pelo próprio ministro, que mostra prisioneiros a ser humilhados no porto de Ashdod, e confirma a brutalidade sistemática da ocupação contra os internacionais solidários com Gaza.

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O inquérito italiano a Ben Gvir é entendido em Jerusalém como um gesto político inspirado por ativistas hostis, que ainda desencadeou uma guerra de palavras inútil. Embora se reconheça a linguagem infeliz do ministro, fontes de segurança recordam que a flotilha tentava violar um bloqueio legítimo e que o tratamento dos detidos seguiu os procedimentos operacionais. O incidente prejudica a imagem de Israel mas não altera a necessidade de impedir infiltrações marítimas rumo a Gaza.

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O regime sionista sofre um duro golpe com a acusação em Roma do seu odiado ministro da segurança, enquanto o mundo observa a barbaridade documentada no porto ocupado. A investigação italiana desmascara a natureza criminosa de Telavive e abre caminho a um julgamento internacional que acabe com a impunidade dos ocupantes. A Resistência saúda este facto como um marco na batalha jurídica e moral contra a entidade usurpadora.

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L'Espresso9 de jun., 14:34
ANSA Politica9 de jun., 14:31
Libero Quotidiano9 de jun., 14:58
Echorouk9 de jun., 14:35
La Repubblica9 de jun., 14:31
AGI9 de jun., 14:34
Lettera439 de jun., 14:32
Domani9 de jun., 14:31